segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Dois Papas Santos!

O Papa Francisco presidiu na manhã desta segunda-feira, dia 30 de setembro, às 10 horas, no Vaticano, a um Consistório ordinário público com os cardeais presentes em Roma, para aprovar as causas de canonização de João Paulo II e João XXIII, estabelecendo que tal tenha lugar a 27 de abril de 2014. Trata-se do segundo domingo do tempo pascal, Domingo da Divina Misericórdia, celebração instituída por João Paulo II e na véspera da qual ele próprio faleceu, em 2005.
Recordamos que em fins de julho, na viagem de regresso do Brasil o Papa justificou a decisão de juntar no mesmo dia a canonização dos seus dois predecessores: "Fazer a cerimónia de canonização dos dois juntos quer ser uma mensagem para a Igreja: estes dois são bons, eles são bons, são dois bons".O Papa reconheceu oficialmente um segundo milagre de João Paulo II em julho, depois de ter recebido o parecer favorável da Congregação para as Causas dos Santos, o que vai permitiu avançar com a canonização do beato polaco. No mesmo dia, o Santo Padre aprovou a canonização de João XXIII, falecido há 50 anos, após ter recebido o parecer favorável da Congregação para as Causas dos Santos, dispensando o reconhecimento de um novo milagre.
João Paulo II foi proclamado beato por Bento XVI a 1 de maio de 2011, na Praça de São Pedro. A Igreja celebra a memória litúrgica de João Paulo II a 22 de outubro, data do início de pontificado de Karol Wojtyla, em 1978, pouco depois de ter sido eleito Papa.Por sua vez, João XXIII foi declarado beato pelo Papa João Paulo II, a 3 de setembro de 2000. A sua celebração litúrgica tem lugar a 11 de Outubro, data da abertura do Concílio Vaticano II, por ele convocado.
O último Consistório público ordinário tinha tido lugar a 11 de fevereiro passado, durante o qual Bento XVI apresentou a sua renúncia pontificado.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Papa Francisco: "O dinheiro adoece a fé e leva à vaidade e à soberba"

O dinheiro adoece o pensamento e a fé, e nos faz seguir outro caminho. Foi o que destacou o Papa Francisco na Missa da manhã desta sexta-feira, dia 20 de setembro, na Casa Santa Marta. 
“Não se pode servir a Deus e ao dinheiro": o Papa desenvolveu sua homilia partindo das palavras de São Paulo sobre a relação entre o caminho de Jesus Cristo e o dinheiro. Há algo na atitude de amor pelo dinheiro que nos afasta de Deus. Existem muitas doenças, pecados, mas Jesus insiste muito nisso: a avidez pelo dinheiro, de fato, é a raiz de todos os males. Tomados por este desejo, alguns desviaram da fé e acabaram encontrando muitos tormentos:
“O dinheiro também adoece o pensamento, a fé, e leva para outro caminho. Palavras ociosas, discussões inúteis… Disso nascem as invejas, as brigas, as difamações, as suspeitas, os conflitos de homens corruptos na mente e privados da verdade, que consideram a religião como fonte de renda. Eu sou católico, vou a missa, porque me dá um certo status. Sou bem visto… mas no fundo faço meus negócios… O dinheiro corrompe! Não há saída”.
Quem escolhe o caminho do dinheiro, acrescentou, no fim acaba se corrompendo. O dinheiro tem esta sedução. E Jesus é firme sobre este assunto:
Não se pode servir a Deus e ao dinheiro. Não dá: ou um ou outro! Isso não é comunismo, eh! Isso é Evangelho puro! Estas são as palavras de Jesus! O que acontece com o dinheiro? O dinheiro oferece um certo bem-estar no início. Isso é bom, mas depois faz com que você se sinta um pouco importante, e chega a vaidade. Lemos isso no Salmo. Essa vaidade que não serve, mas que faz sentir uma pessoa importante: esta é a vaidade, que depois leva à soberba e ao orgulho. São três degraus: a riqueza, a vaidade e o orgulho”.
“Ninguém pode se salvar com o dinheiro. Todavia, o diabo sempre usa este caminho de tentações: a riqueza para sentir-se autossuficiente; a vaidade para se sentir importante; e, por fim, o orgulho, a soberba, que é justamente a sua linguagem”:
“‘Mas, Padre, eu leio os Dez Mandamentos e ninguém fala do dinheiro. Contra qual Mandamento se peca quando alguém faz uma ação por dinheiro?’. Contra o primeiro! Pecado de idolatria! Eis o porquê: porque o dinheiro se torna ídolo e é cultuado! E por isso Jesus nos diz que não se pode servir ao ídolo e ao Deus Vivo: um ou outro. Os primeiros Padres da Igreja – falo do século terceiro, mais ou menos ano 200, 300 – diziam uma palavra forte: ‘O dinheiro é o esterco do diabo’. Porque nos faz idolatrar e adoece a nossa mente com o orgulho, e nos torna maníacos de questões ociosas e nos afasta da fé, corrompe”.
São Paulo, finalizou o Pontífice, nos diz para evitar essas coisas, mas de tender “à justiça, à piedade, à fé e à caridade”. E também à paciência, “contra a vaidade e o orgulho”, e à mansidão. Este, afirmou o Papa, é o caminho de Deus, e não aquele poder idolátrico que o dinheiro pode dar. A estrada para servir a Deus é a humildade. “Que o Senhor nos ajude a não cair na armadilha da idolatria do dinheiro.”

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