segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Curiosidades do Papado: de Pedro à Bento XVI


Por Patrick Crampont - CIDADE DO VATICANO, 2 abril de 2005 (AFP) - O Anuário Pontifício do Vaticano publica regularmente a lista dos 264 papas que reinaram na história da Igreja Católica desde o primeiro, o galileu Simão Pedro, que morreu como mártir no ano 64 depois de Cristo, até o polonês João Paulo II.


Na lista, aparecem apenas 262 nomes, já que um deles, Bento IX, reinou três vezes. Eleito em 1032, foi deposto em 1044. Recuperou o trono de Pedro em 1045, ano em que abdicou, para depois voltar em 1047 e ser deposto definitivamente um ano depois.



Se Bento IX foi o último Papa a ser destituído, não foi o único. Sete tiveram o mesmo destino antes dele. O Papa Silvério (536-537) foi o primeiro. Cinco abdicaram.



No total, 21 Papas morreram como mártires e outros nove sob o martírio. Quatro faleceram no exílio e um na prisão. A esta lista, somam-se nove pontífices que desapareceram em circunstâncias violentas: seis assassinados, dois mortos devido a ferimentos durante revoltas e um pelo desabamento do teto do local onde estava.



Oitenta e cinco papas foram santificados: os primeiros 50 pontífices, exceto dois: Libério e Anastácio II. Oito papas foram beatificados. O anuário pontifício reconhece também 37 antipapas (entre eles São Hipólito) e mais duas figuras citadas nas notas de páginas.



O nome de Estevão não aparece no anuário porque morreu poucas horas depois da eleição. O pontificado de Urbano VII foi o mais curto da história da Igreja, durou 13 dias.



O reinado mais longo, 34 anos, foi o de São Pedro, o príncipe dos apóstolos. Depois, somente Pio IX reinou mais de 30 anos (de junho de 1846 a fevereiro de 1878). Treze papas reinaram mais de 20 anos, mas a média dos pontificados é de 8 anos.



Desde Simão Pedro, o período mais longo sem um papa foi de três anos, sete meses e um dia (de 26 de outubro de 304 a 27 de maio de 308), entre Marcelino e Marcelo I. A criação do conclave, em 1274, deve-se justamente à demora para escolher o sucessor de Clementino IV. Já tinham se passado dois anos e nove meses de deliberações, quando os habitantes de Viterbo, cidade onde os eclesiásticos estavam reunidos, resolveram trancá-los e mantê-los a pão e água para acelerar a decisão.



Gregório X regulamentou a prática, que foi submetida a 53 reformas. No início dos anos 70, Paulo VI fixou em 120 o número máximo de cardeais eleitores, cuja idade não pode superar os 80 anos. A regra de eleição por maioria de dois terços foi imposta por Alexandre III em 1180.



Este mesmo pontífice, criou o Sacro Colégio dos Cardeais, cujo número mudou de dez para vinte no curso de três séculos. Em 1585, Sisto V aumentou o número para 70, em honra aos 70 anciões que assistiram Moisés. O número foi modificado outra vez séculos depois, por João XXIII.



Ao deixar seu nome de batismo, para chamar-se João Paulo II, Karol Wojtyla relançou um antigo hábito iniciado por Gregório V em 996 e seguido por 131 de seus 133 sucessores. Antes do século X, somente seis papas mudaram o próprio nome por diferentes motivos, como João II (532).



Depois de Simão da Galiléia, nenhum Papa adotou o nome de Pedro. Paulo XIV (983), que foi batizado assim, não quis quebrar o que muitos consideravam um tabu. O nome mais empregado é João (23 vezes), seguido por Gregório (16), Bento (16), Clementino (14), Leão e Inocêncio (13) e Pio (12).



Dos 262 papas, 210 nasceram na Itália, 99 deles em Roma. Dos 52 restantes, 16 franceses (segundo as fronteiras atuais), 12 do antigo mundo grego, 6 da Síria e 3 da Palestina, 6 da atual Alemanha, 3 da Espanha e 3 da África e 1 da Inglaterra, Portugal, Holanda e Polônia.



Antes de João Paulo II, desde 1522, quando Adriano VI, de Urecht, foi escolhido, não havia um papa que não fosse italiano. Os condes de Tuscolo deram cinco sumos pontífices, enquanto os Médicis três e os Borgia dois.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Escreva no quadro ABAIXO seu comentário sobre esta postagem!

Translate