quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

No habemus Papam: A Sé está vacante.

Após obras, altar passa por limpeza

Com o término das obras no andar da Capela, o altar da Capela passou por uma limpeza geral. A poeira da obra fez com que a imagem do Menino Deus ficasse branca! Mas agora ela já está brilhando. A imagem de Nossa Senhora Aparecida também foi agraciada.

ANTES

DEPOIS

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Papa Bento XVI realiza a última audiência


GLOBO.COM
O Papa Bento XVI disse nesta quarta-feira (27) que tem "grande confiança" no futuro da Igreja Católica e afirmou que seu papado teve "águas agitadas", ao falar publicamente pela última vez como pontífice, um dia antes de sua renúncia.
Assista à íntegra do discurso no vídeo ao lado.
Milhares de fiéis se reuniram na Praça de São Pedro, no Vaticano, para assistir à última audiência pública do pontificado de Bento XVI.
Falando à multidão, Bento XVI afirmou que seu papado, iniciado em abril de 2005, teve alegrias, mas também muitas dificuldades. O pontífice disse que enfrentou "águas agitadas e vento contrário".
"O Senhor nos deu muitos dias de sol e ligeira brisa, dias nos quais a pesca foi abundante, mas também momentos nos quais as águas estiveram muito agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja e o Senhor parecia dormir", disse.
Mas ele afirmou ter fé em que Deus não vai deixar a Igreja "afundar".
Assista ao lado ao resumo em português da fala de Bento XVI
"Estou realmente emocionado e vejo uma Igreja viva", disse o Papa, sempre bastante aplaudido pela multidão.
Ele voltou a afirmar que sua renúncia, anunciada de maneira surpreendente em 11 de fevereiro, foi decidida "não para seu bem, mas para o bem da Igreja", e reiterou que sabe "da gravidade e da novidade" da decisão que tomou.
"Amar a Igreja significa também ter a valentia de tomar decisões difíceis, tendo sempre presente o bem da Igreja, e não o de si próprio", disse.
O pontífice, de 85 anos, afirmou que "não vai abandonar a Cruz" e que, pela oração, vai continuar a serviço da Igreja.
"Minha decisão de renunciar ao ministério petrino não revoga a decisão que tomei em 19 de abril de 2005 (ao ser eleito Papa)", disse.
"Não abandono a cruz, sigo de uma nova maneira com o Senhor Crucificado, sigo a seu serviço no recinto de São Pedro", completou.
Bento XVI também pediu que os fiéis orem pelos cardeais que, após a renúncia, terão de eleger seu sucessor, em uma tarefa que ele considera difícil.
"Orem pelo meu sucessor! Que Deus os acompanhe", disse o Papa.
O Papa Bento XVI saúda os fiéis na audiência pública desta quarta-feira (27) no Vaticano (Foto: AFP)O Papa Bento XVI saúda os fiéis na audiência pública desta quarta-feira (27) no Vaticano (Foto: AFP)
'Viva o Papa!'
O Papa apareceu para o público, no papamóvel, por volta das 10h40 locais (6h40 de Brasília). Ao longo de um passeio de cerca de 15 minutos pela praça, ele foi cumprimentado com gritos de "Bento! Bento!" e "Viva o Papa!".
O Vaticano distribuiu 50 mil entradas para a audiência, mas, segundo estimativa da Santa Sé, havia pelo menos 150 mil pessoas na praça para acompanhar a última aparição pública do Papa, um dia antes de sua renúncia.
Vários grupos de pessoas, entre religiosos, seminaristas e estudantes, com bandeiras amarelas (cor do Vaticano) e de países, estavam na praça. Cerca de 70 cardeais também participaram.
O Papa Bento XVI chega à Praça de São Pedro, no Vaticano, nesta quarta-feria (27) (Foto: AFP)O Papa Bento XVI chega à Praça de São Pedro, no Vaticano, nesta quarta-feria (27) (Foto: AFP)
Fiéis reúnem-se na Praça de São Pedro para ouvir e ver o Papa Bento XVI em sua última audiência pública nesta quarta-feira (27) (Foto: AFP)Fiéis reúnem-se na Praça de São Pedro para ouvir e ver o Papa Bento XVI em sua última audiência pública nesta quarta-feira (27) (Foto: AFP)
Depois da cerimônia, acontece uma breve audiência na Sala Clementina, com algumas personalidades para o tradicional "beija mão", em que o Papa é cumprimentado.
Quinta-feira, último dia
Na quinta-feira (28), Bento XVI deixará o posto, em um acontecimento sem precedentes na história da Igreja moderna, e passará a ser chamado de "Papa Emérito".
Amar a Igreja significa também ter a valentia de tomar decisões difíceis, tendo sempre presente o bem da Igreja, e não o de si próprio"
Papa Bento XVI
Na manhã de quinta, no Palácio Papal, o decano do Colégio de Cardeais, Angelo Sodano, fará um pequeno discurso de despedida, e então cada cardeal poderá separadamente se despedir do pontífice. A expectativa é de que cerca de 100 cardeais participem deste encontro.
Durante a tarde, no Pátio de Saint-Damase, no coração do pequeno Estado, a Guarda Suíça carregará suas bandeiras em saudação.
Em seguida, por volta das 13h (horário de Brasília),  Bento XVI irá para o heliporto do Vaticano para viajar a Castel Gandolfo, 25 quilômetros ao sul de Roma, a residência de verão do Papa, onde passará dois meses, antes de se estabelecer em um mosteiro no Monte do Vaticano.
Bento XVI chegará à residência de verão e saudará os fiéis a partir da varanda. Esta será sua última aparição como chefe da Igreja. Nada de especial está previsto quando o relógio badalar oito horas da noite (hora local), momento em que oficialmente termina o pontificado. Ele provavelmente estará em oração na capela neste momento.
Às 20h, o pequeno destacamento da Guarda Suíça, em frente à residência, fechará a porta e colocará assim um fim ao seu serviço, reservado exclusivamente ao Papa. Mas a polícia vai continuar a garantir a segurança de "Sua Santidade, o Papa Emérito".
No Vaticano, a Guarda Suíça continuará a fazer a proteção, apesar do "trono vacante".
Conclave
No dia seguinte à renúncia, o cardeal Angelo Sodano enviará os convites aos cardeais eleitores -- atualmente 115 -- para as "congregações gerais" que precedem o conclave, a reunião secreta que escolhe o sucessor de Bento XVI.
Essas reuniões, durante as quais os prelados procuram definir o perfil do futuro Papa, não devem começar antes de segunda-feira.
Nas últimas semanas, os cardeais já começaram, por e-mail e por telefone, as consultas informais para decidir o nome.
  •  
arte veja trajtetória do papa versao 2 (Foto: 1)
Papa Emérito
Nesta terça (26), o Vaticano anunciou que  Bento XVI vai manter o nome e o título honorífico de "Sua Santidade"  após a renúncia. Ele será chamado de "Papa Emérito" ou "Pontífice Romano Emérito".O anel papal vai ser destruído, de acordo com a tradição do Vaticano, segundo o porta-voz.
Bento XVI passará a trajar a "batina branca papal clássica", sem mantelete, segundo o padre Federico Lombardi. Ele também não deve mais usar sapatos vermelhos.
O porta-voz afirmou que Bento XVI tinha tomado as decisões sobre seus títulos após consulta com as autoridades do Vaticano.
Leia abaixo a íntegra da mensagem em português de Bento XVI nesta quarta-feira (27):
"Queridos irmãos e irmãs,
No dia 19 de abril de 2005,, quando abracei o ministério petrino, disse ao Senhor: «É um peso grande que colocais aos meus ombros! Mas, se mo pedis, confiado na vossa palavra, lançarei as redes, seguro de que me guiareis». E, nestes quase oito anos, sempre senti que, na barca, está o Senhor; e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas do Senhor. Entretanto não é só a Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho na condução da barca de Pedro, embora lhe caiba a primeira responsabilidade; e o Senhor colocou ao meu lado muitas pessoas que me ajudaram e sustentaram. Porém, sentindo que as minhas forças tinham diminuído, pedi a Deus com insistência que me iluminasse com a sua luz para tomar a decisão mais justa, não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo com plena consciência da sua gravidade e inovação, mas com uma profunda serenidade de espírito.
Amados peregrinos de língua portuguesa, agradeço-vos o respeito e a compreensão com que acolhestes a minha decisão. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja, na oração e na reflexão, com a mesma dedicação ao Senhor e à sua Esposa que vivi até agora e quero viver sempre. Peço que vos recordeis de mim diante de Deus e sobretudo que rezeis pelos Cardeais chamados a escolher o novo Sucessor do Apóstolo Pedro. Confio-vos ao Senhor, e a todos concedo a Bênção Apostólica."
Fiéis durante a última audiência papal, nesta quarta-feira (27), na Praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: Juliana Cardilli/G1)Fiéis durante a última audiência papal, nesta quarta-feira (27), na Praça de São Pedro, no Vaticano (Foto: Juliana Cardilli/G1)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Padre Eduardo palestra sobre o Ano da Fé

Padre Eduardo deu uma palestra sobre o ano da Fé nesta segunda às 19h durante o Grupo De Oração Menino Deus.


CARTA APOSTÓLICA
SOB FORMA DE MOTU PROPRIO
PORTA FIDEI
DO SUMO PONTÍFICE
BENTO XVI
COM A QUAL SE PROCLAMA O ANO DA FÉ


1. A PORTA DA FÉ (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Baptismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos crêem n’Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.
2. Desde o princípio do meu ministério como Sucessor de Pedro, lembrei a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo. Durante a homilia da Santa Missa no início do pontificado, disse: «A Igreja no seu conjunto, e os Pastores nela, como Cristo devem pôr-se a caminho para conduzir os homens fora do deserto, para lugares da vida, da amizade com o Filho de Deus, para Aquele que dá a vida, a vida em plenitude»[1]. Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado.[2] Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes sectores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas.
3. Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cf. Mt 5, 13-16). Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva (cf.Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cf. Jo 6, 51). De facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: «Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna» (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (Jo6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação.
4. À luz de tudo isto, decidi proclamar um Ano da Fé. Este terá início a 11 de Outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e terminará na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a 24 de Novembro de 2013. Na referida data de 11 de Outubro de 2012, completar-se-ão também vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, texto promulgado pelo meu Predecessor, o Beato Papa João Paulo II,[3] com o objectivo de ilustrar a todos os fiéis a força e a beleza da fé. Esta obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese[4] e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos foi convocada por mim, precisamente para o mês de Outubro de 2012, tendo por tema A nova evangelização para a transmissão da fé cristã. Será uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé. Não é a primeira vez que a Igreja é chamada a celebrar um Ano da Fé. O meu venerado Predecessor, o Servo de Deus Paulo VI, proclamou um ano semelhante, em 1967, para comemorar o martírio dos apóstolos Pedro e Paulo no décimo nono centenário do seu supremo testemunho. Idealizou-o como um momento solene, para que houvesse, em toda a Igreja, «uma autêntica e sincera profissão da mesma fé»; quis ainda que esta fosse confirmada de maneira «individual e colectiva, livre e consciente, interior e exterior, humilde e franca».[5] Pensava que a Igreja poderia assim retomar «exacta consciência da sua fé para a reavivar, purificar, confirmar, confessar».[6] As grandes convulsões, que se verificaram naquele Ano, tornaram ainda mais evidente a necessidade duma tal celebração. Esta terminou com a Profissão de Fé do Povo de Deus,[7] para atestar como os conteúdos essenciais, que há séculos constituem o património de todos os crentes, necessitam de ser confirmados, compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições históricas diversas das do passado.
5. Sob alguns aspectos, o meu venerado Predecessor viu este Ano como uma «consequência e exigência pós-conciliar»[8], bem ciente das graves dificuldades daquele tempo sobretudo no que se referia à profissão da verdadeira fé e da sua recta interpretação. Pareceu-me que fazer coincidir o início do Ano da Fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos Padres Conciliares, segundo as palavras do Beato João Paulo II, «não perdem o seu valor nem a sua beleza. É necessário fazê-los ler de forma tal que possam ser conhecidos e assimilados como textos qualificados e normativos do Magistério, no âmbito da Tradição da Igreja. Sinto hoje ainda mais intensamente o dever de indicar o Concílio como a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX: nele se encontra uma bússola segura para nos orientar no caminho do século que começa».[9] Quero aqui repetir com veemência as palavras que disse a propósito do Concílio poucos meses depois da minha eleição para Sucessor de Pedro: «Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja».[10]
6. A renovação da Igreja realiza-se também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de facto, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio, na Constituição dogmática Lumen gentium, afirma: «Enquanto Cristo “santo, inocente, imaculado” (Heb 7, 26), não conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Heb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja “prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus”, anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz».[11]
Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf.Act 5, 31). Para o apóstolo Paulo, este amor introduz o homem numa vida nova: «Pelo Baptismo fomos sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4). Em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição. Na medida da sua livre disponibilidade, os pensamentos e os afectos, a mentalidade e o comportamento do homem vão sendo pouco a pouco purificados e transformados, ao longo de um itinerário jamais completamente terminado nesta vida. A «fé, que actua pelo amor» (Gl 5, 6), torna-se um novo critério de entendimento e de acção, que muda toda a vida do homem (cf. Rm 12, 2; Cl 3, 9-10;Ef 4, 20-29; 2 Cor 5, 17).
7. «Caritas Christi urget nos – o amor de Cristo nos impele» (2 Cor 5, 14): é o amor de Cristo que enche os nossos corações e nos impele a evangelizar. Hoje, como outrora, Ele envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra (cf. Mt 28, 19). Com o seu amor, Jesus Cristo atrai a Si os homens de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do seu amor, ganha força e vigor o compromisso missionário dos crentes, que jamais pode faltar. Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de facto, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos. Os crentes – atesta Santo Agostinho – «fortificam-se acreditando».[12] O Santo Bispo de Hipona tinha boas razões para falar assim. Como sabemos, a sua vida foi uma busca contínua da beleza da fé enquanto o seu coração não encontrou descanso em Deus.[13] Os seus numerosos escritos, onde se explica a importância de crer e a verdade da fé, permaneceram até aos nossos dias como um património de riqueza incomparável e consentem ainda que tantas pessoas à procura de Deus encontrem o justo percurso para chegar à «porta da fé».
Por conseguinte, só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus.
8. Nesta feliz ocorrência, pretendo convidar os Irmãos Bispos de todo o mundo para que se unam ao Sucessor de Pedro, no tempo de graça espiritual que o Senhor nos oferece, a fim de comemorar o dom precioso da fé. Queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda. Deverá intensificar-se a reflexão sobre a fé, para ajudar todos os crentes em Cristo a tornarem mais consciente e revigorarem a sua adesão ao Evangelho, sobretudo num momento de profunda mudança como este que a humanidade está a viver. Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo.
9. Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força».[14] Simultaneamente esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada[15] e reflectir sobre o próprio acto com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo nesteAno.
Não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Baptismo. Recorda-o, com palavras densas de significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a redditio symboli (a entrega do Credo): «O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele».[16]
10. Queria agora delinear um percurso que ajude a compreender de maneira mais profunda os conteúdos da fé e, juntamente com eles, também o acto pelo qual decidimos, com plena liberdade, entregar-nos totalmente a Deus. De facto, existe uma unidade profunda entre o acto com que se crê e os conteúdos a que damos o nosso assentimento. O apóstolo Paulo permite entrar dentro desta realidade quando escreve: «Acredita-se com o coração e, com a boca, faz-se a profissão de fé» (Rm 10, 10). O coração indica que o primeiro acto, pelo qual se chega à fé, é dom de Deus e acção da graça que age e transforma a pessoa até ao mais íntimo dela mesma.
A este respeito é muito eloquente o exemplo de Lídia. Narra São Lucas que o apóstolo Paulo, encontrando-se em Filipos, num sábado foi anunciar o Evangelho a algumas mulheres; entre elas, estava Lídia. «O Senhor abriu-lhe o coração para aderir ao que Paulo dizia» (Act 16, 14). O sentido contido na expressão é importante. São Lucas ensina que o conhecimento dos conteúdos que se deve acreditar não é suficiente, se depois o coração – autêntico sacrário da pessoa – não for aberto pela graça, que consente ter olhos para ver em profundidade e compreender que o que foi anunciado é a Palavra de Deus.
Por sua vez, o professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos. O cristão não pode jamais pensar que o crer seja um facto privado. A fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele. E este «estar com Ele» introduz na compreensão das razões pelas quais se acredita. A fé, precisamente porque é um acto da liberdade, exige também assumir a responsabilidade social daquilo que se acredita. No dia de Pentecostes, a Igreja manifesta, com toda a clareza, esta dimensão pública do crer e do anunciar sem temor a própria fé a toda a gente. É o dom do Espírito Santo que prepara para a missão e fortalece o nosso testemunho, tornando-o franco e corajoso.
A própria profissão da fé é um acto simultaneamente pessoal e comunitário. De facto, o primeiro sujeito da fé é a Igreja. É na fé da comunidade cristã que cada um recebe o Baptismo, sinal eficaz da entrada no povo dos crentes para obter a salvação. Como atesta o Catecismo da Igreja Católica, «“Eu creio”: é a fé da Igreja, professada pessoalmente por cada crente, principalmente por ocasião do Baptismo. “Nós cremos”: é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes. “Eu creio”: é também a Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: “Eu creio”, “Nós cremos”».[17]
Como se pode notar, o conhecimento dos conteúdos de fé é essencial para se dar o próprioassentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja. O conhecimento da fé introduz na totalidade do mistério salvífico revelado por Deus. Por isso, o assentimento prestado implica que, quando se acredita, se aceita livremente todo o mistério da fé, porque o garante da sua verdade é o próprio Deus, que Se revela e permite conhecer o seu mistério de amor.[18]
Por outro lado, não podemos esquecer que, no nosso contexto cultural, há muitas pessoas que, embora não reconhecendo em si mesmas o dom da fé, todavia vivem uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo. Esta busca é um verdadeiro «preâmbulo» da fé, porque move as pessoas pela estrada que conduz ao mistério de Deus. De facto, a própria razão do homem traz inscrita em si mesma a exigência «daquilo que vale e permanece sempre».[19] Esta exigência constitui um convite permanente, inscrito indelevelmente no coração humano, para caminhar ao encontro d’Aquele que não teríamos procurado se Ele mesmo não tivesse já vindo ao nosso encontro.[20] É precisamente a este encontro que nos convida e abre plenamente a fé.
11. Para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. Este constitui um dos frutos mais importantes do Concílio Vaticano II. Na Constituição apostólica Fidei depositum – não sem razão assinada na passagem do trigésimo aniversário da abertura do Concílio Vaticano II – o Beato João Paulo II escrevia: «Este catecismo dará um contributo muito importante à obra de renovação de toda a vida eclesial (...). Declaro-o norma segura para o ensino da fé e, por isso, instrumento válido e legítimo ao serviço da comunhão eclesial».[21]  
É precisamente nesta linha que o Ano da Fé deverá exprimir um esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica. Nele, de facto, sobressai a riqueza de doutrina que a Igreja acolheu, guardou e ofereceu durante os seus dois mil anos de história. Desde a Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, desde os Mestres de teologia aos Santos que atravessaram os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos inúmeros modos em que a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina para dar certeza aos crentes na sua vida de fé.
Na sua própria estrutura, o Catecismo da Igreja Católica apresenta o desenvolvimento da fé até chegar aos grandes temas da vida diária. Repassando as páginas, descobre-se que o que ali se apresenta não é uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja. Na verdade, a seguir à profissão de fé, vem a explicação da vida sacramental, na qual Cristo está presente e operante, continuando a construir a sua Igreja. Sem a liturgia e os sacramentos, a profissão de fé não seria eficaz, porque faltaria a graça que sustenta o testemunho dos cristãos. Na mesma linha, a doutrina do Catecismo sobre a vida moral adquire todo o seu significado, se for colocada em relação com a fé, a liturgia e a oração.
12. Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. Com tal finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes Organismos da Santa Sé, umaNota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este Ano da Fé ao serviço do crer e do evangelizar.
De facto, em nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm duma diversa mentalidade que, hoje de uma forma particular, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas, a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade.[22]
13. Será decisivo repassar, durante este Ano, a história da nossa fé, que faz ver o mistério insondável da santidade entrelaçada com o pecado. Enquanto a primeira põe em evidência a grande contribuição que homens e mulheres prestaram para o crescimento e o progresso da comunidade com o testemunho da sua vida, o segundo deve provocar em todos uma sincera e contínua obra de conversão para experimentar a misericórdia do Pai, que vem ao encontro de todos.
Ao longo deste tempo, manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo, «autor e consumador da fé» (Heb 12, 2): n’Ele encontra plena realização toda a ânsia e anélito do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão face à ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte, tudo isto encontra plena realização no mistério da sua Encarnação, do seu fazer-Se homem, do partilhar connosco a fragilidade humana para a transformar com a força da sua ressurreição. N’Ele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram estes dois mil anos da nossa história de salvação.
Pela fé, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus na obediência da sua dedicação (cf. Lc 1, 38). Ao visitar Isabel, elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam (cf. Lc 1, 46-55). Com alegria e trepidação, deu à luz o seu Filho unigénito, mantendo intacta a sua virgindade (cf. Lc 2, 6-7). Confiando em José, seu Esposo, levou Jesus para o Egipto a fim de O salvar da perseguição de Herodes (cf. Mt 2, 13-15). Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu a seu lado mesmo no Gólgota (cf. Jo 19, 25-27). Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando no coração a memória de tudo (cf. Lc 2, 19.51), transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo (cf. Act 1, 14; 2, 1-4).
Pela fé, os Apóstolos deixaram tudo para seguir o Mestre (cf. Mc 10, 28). Acreditaram nas palavras com que Ele anunciava o Reino de Deus presente e realizado na sua Pessoa (cf. Lc 11, 20). Viveram em comunhão de vida com Jesus, que os instruía com a sua doutrina, deixando-lhes uma nova regra de vida pela qual haveriam de ser reconhecidos como seus discípulos depois da morte d’Ele (cf. Jo 13, 34-35). Pela fé, foram pelo mundo inteiro, obedecendo ao mandato de levar o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc 16, 15) e, sem temor algum, anunciaram a todos a alegria da ressurreição, de que foram fiéis testemunhas.
Pela fé, os discípulos formaram a primeira comunidade reunida à volta do ensino dos Apóstolos, na oração, na celebração da Eucaristia, pondo em comum aquilo que possuíam para acudir às necessidades dos irmãos (cf. Act 2, 42-47).
Pela fé, os mártires deram a sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os transformara, tornando-os capazes de chegar até ao dom maior do amor com o perdão dos seus próprios perseguidores.
Pela fé, homens e mulheres consagraram a sua vida a Cristo, deixando tudo para viver em simplicidade evangélica a obediência, a pobreza e a castidade, sinais concretos de quem aguarda o Senhor, que não tarda a vir. Pela fé, muitos cristãos se fizeram promotores de uma acção em prol da justiça, para tornar palpável a palavra do Senhor, que veio anunciar a libertação da opressão e um ano de graça para todos (cf. Lc 4, 18-19).
Pela fé, no decurso dos séculos, homens e mulheres de todas as idades, cujo nome está escrito no Livro da vida (cf. Ap 7, 9; 13, 8), confessaram a beleza de seguir o Senhor Jesus nos lugares onde eram chamados a dar testemunho do seu ser cristão: na família, na profissão, na vida pública, no exercício dos carismas e ministérios a que foram chamados.
Pela fé, vivemos também nós, reconhecendo o Senhor Jesus vivo e presente na nossa vida e na história.
14. O Ano da Fé será uma ocasião propícia também para intensificar o testemunho da caridade. Recorda São Paulo: «Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade» (1 Cor 13, 13). Com palavras ainda mais incisivas – que não cessam de empenhar os cristãos –, afirmava o apóstolo Tiago: «De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: “Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome”, mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda! Poderá alguém alegar sensatamente: “Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé”» (Tg 2, 14-18). 
A fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra realizar o seu caminho. De facto, não poucos cristãos dedicam amorosamente a sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo. Em virtude da fé, podemos reconhecer naqueles que pedem o nosso amor o rosto do Senhor ressuscitado. «Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40): estas palavras de Jesus são uma advertência que não se deve esquecer e um convite perene a devolvermos aquele amor com que Ele cuida de nós. É a fé que permite reconhecer Cristo, e é o seu próprio amor que impele a socorrê-Lo sempre que Se faz próximo nosso no caminho da vida. Sustentados pela fé, olhamos com esperança o nosso serviço no mundo, aguardando «novos céus e uma nova terra, onde habite a justiça» (2 Ped 3, 13; cf. Ap 21, 1).
15. Já no termo da sua vida, o apóstolo Paulo pede ao discípulo Timóteo que «procure a fé» (cf. 2 Tm 2, 22) com a mesma constância de quando era novo (cf. 2 Tm 3, 15). Sintamos este convite dirigido a cada um de nós, para que ninguém se torne indolente na fé. Esta é companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós. Solícita a identificar os sinais dos tempos no hoje da história, a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo. Aquilo de que o mundo tem hoje particular necessidade é o testemunho credível de quantos, iluminados na mente e no coração pela Palavra do Senhor, são capazes de abrir o coração e a mente de muitos outros ao desejo de Deus e da vida verdadeira, aquela que não tem fim.
Que «a Palavra do Senhor avance e seja glorificada» (2 Ts 3, 1)! Possa este Ano da Fé tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia dum amor autêntico e duradouro. As seguintes palavras do apóstolo Pedro lançam um último jorro de luz sobre a fé: «É por isso que exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações; deste modo, a qualidade genuína da vossa fé – muito mais preciosa do que o ouro perecível, por certo também provado pelo fogo – será achada digna de louvor, de glória e de honra, na altura da manifestação de Jesus Cristo. Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, credes n’Ele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante, alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas» (1 Ped 1, 6-9). A vida dos cristãos conhece a experiência da alegria e a do sofrimento. Quantos Santos viveram na solidão! Quantos crentes, mesmo em nossos dias, provados pelo silêncio de Deus, cuja voz consoladora queriam ouvir! As provas da vida, ao mesmo tempo que permitem compreender o mistério da Cruz e participar nos sofrimentos de Cristo (cf. Cl 1, 24) , são prelúdio da alegria e da esperança a que a fé conduz: «Quando sou fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 10). Com firme certeza, acreditamos que o Senhor Jesus derrotou o mal e a morte. Com esta confiança segura, confiamo-nos a Ele: Ele, presente no meio de nós, vence o poder do maligno (cf. Lc 11, 20); e a Igreja, comunidade visível da sua misericórdia, permanece n’Ele como sinal da reconciliação definitiva com o Pai.
À Mãe de Deus, proclamada «feliz porque acreditou» (cf. Lc 1, 45), confiamos este tempo de graça.
Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 11 de Outubro do ano 2011, sétimo de Pontificado.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Informações sobre Bento XVI veiculadas nas Coletivas com Pe. Lombardi


Cidade do Vaticano (RV) – Desde o anúncio da renúncia do Papa Bento XVI, em 11 de fevereiro, a Sala de Imprensa da Santa Sé vem promovendo diversas coletivas de imprensa com o objetivo de responder às tantas dúvidas dos jornalistas. Abaixo apresentamos as diversas questões levantadas nestas coletivas, respondidas pelo Diretor da Sala de Imprensa, Pe. Federico Lombardi.
Qual será o nome do Papa após deixar o cargo em 28 de fevereiro: continuará a se chamar Bento XVI
Como deverá ser chamado o Papa: “Seguramente será Bispo emérito de Roma”. Excluindo que possa ser Cardeal, mas não existe ainda uma regra oficial.
Vestes do papa: Não se sabe ainda como Bento XVI se vestirá.
Anel: Poderá ser destruído, como o selo papal.
O anel do pescador é o sinal visível da autoridade do Papa, que ele recebe no momento solene no início do Pontificado e que usa no dedo anular direito. Esta insígnia papal é documentada desde o tempo de Clemente IV (por volta de 1.265) e era utilizada como selo secreto para correspondências privadas. Durante a solene celebração do início do Pontificado o Cardeal Decano do Sacro Colégio o coloca no anular da mão direita do novo Papa. O anel, confeccionado em ouro, além de gravado o nome do Pontífice, tem a imagem em relevo do Apóstolo Pedro pescando sobre uma barca. Com a morte de cada Papa, o Cardeal Camerlengo o retira do dedo e, na presença dos representantes do Colégio dos Cardeais quebra-o, indicando com tal gesto o final do pontificado.
Quarta Encíclica sobre a Fé: Não será publicada até o final de fevereiro. “Não estava num ponto de preparação que pudesse, em um tempo tão curto, ser traduzida, publicada, finalizada. Assim, este permanece como um documento que esperávamos, mas que, na verdade, não o teremos, ao menos não na forma de Encíclica”.
Moradia: Bento XVI residirá em Castel Gandolfo de 28 de fevereiro até o final de abril, início de maio. Poderá residir no habitual aposento pontifício, pois este não foi lacrado, como ocorre quando morre um Papa. Depois de Castel Gandolfo, Bento XVI residirá no Mosteiro ‘Mater Ecclesia’, no Vaticano. Até outubro de 2012 residiam alí as Irmãs de Clausura visitandinas. Os trabalhos de reforma foram iniciados em novembro de 2012 e serão concluídos nos próximos meses. Bento XVI encontrou as Irmãs visitandinas em duas ocasiões: celebrou a Missa no Mosteiro em 14 de dezembro de 2010, por ocasião da celebração do 4º centenário da fundação da Ordem da Visitação. E posteriormente recebeu as religiosas na Residência Apostólica em 14 de outubro de 2012, uma semana antes de deixarem o Vaticano.
Assessores: Quer em Castel Gandolfo, quer no Mosteiro ‘Mater Ecclesia’, Bento XVI será acompanhado por Dom Georg Gaenswein, que permanece no cargo de Prefeito da Casa Pontifícia e pelas “Memores”, que ainda hoje o acompanham no dia-a-dia.
Aparições Públicas de Bento XVI: Não estão previstas após 28 de fevereiro. “Bento XVI permanecerá no Vaticano por motivos compreensíveis de caráter logístico e organizativo”.
Conclave: Previsto para começar entre 15 e 20 de março, mas seu início poderá ser antecipado. “A Constituição ‘Universi Domini Gregis’ prevê um tempo de espera para a chegada dos Cardeais a Roma. Como todos sabem que em 28 de fevereiro a Santa Sé fica Vacante, não faz sentido esperar todo este tempo para iniciar o Conclave, uma vez que todos os Cardeais tenham chegado a Roma”. “O Papa está considerando a publicação de um Motu Proprio nos próximos dias, obviamente antes da Sé Vacante, para precisar alguns pontos particulares da Constituição Apostólica sobre o Conclave que nos últimos anos foram apresentadas. Não sei se será oportuno ou necessário precisar sobre questões do tempo de início do Conclave. ‘Se’ e ‘quando’ o documento será publicado o veremos. Me parece, por exemplo, que pode ser sobre qualquer detalhe, buscando uma plena harmonização com outro documento que diz respeito ao Conclave, isto é o Ordo Rituum Conclavis. De qualquer modo, a questão depende da avaliação do Papa e, se existir este documento, será comunicado na forma apropriada”.

Cardeais eleitores: No Conclave, entrarão 117, dos quais 67 criados por Bento XVI. Também os Cardeais que cumprirão 80 anos no mês de março (como Kaspar e Poletto) participarão do Conclave. O limite previsto, para o voto, é para quem já atingiu esta idade até o primeiro dia da Sé Vacante (como Husar, que cumpre 80 anos em 26 de fevereiro).
Acomodação dos cardeais Eleitores: Os cardeais eleitores ficarão alojados no Vaticano, naDomus Sanctae Marthae, a partir de 1º de março.
O Cardeal decano do Colégio cardinalício é o Cardeal Angelo Sodano. Já que o Cardeal Sodano tem mais de 80 anos, a ele diz respeito todas as funções que as normas atribuem ao decano até o momento em que os cardeais entram no Conclave. Após o início do Conclave, quando estarão reunidos somente os bispos eleitores, o decano passa a ser o Cardeal Giovanni Battista Re, baseado na sua idade e por pertencer à ordem mais elevada dos bispos. (n.d.r. – É o Bispo-cardeal com mais idade).
Em 27 de fevereiro será a última Audiência Geral de Bento XVI. Em 27 de abril de 2005, por sua vez, foi realizada a primeira. Em quase 8 anos de pontificado, Bento XVI presidiu 348 Audiências Gerais, das quais participaram 4.982.600 fiéis (dados até dezembro de 2012). A maior participação foi em 2006, quando, das 45 audiências, participaram 1.031.500 fiéis.A seguir, os dados de cada ano:
Em 2005, 32 Audiências Gerais, 810.000 fiéisEm 2006, 45 Audiências Gerais, 1.031.500 fiéis
Em 2007, 44 Audiencias Gerais, 729.100 fiéisEm 2008 , 42 Audiencias Gerais, 534.500 fiéis
Em 2009, 44 Audiencias Gerais, 537.500 fiéisEm 2010, 45 Audiencias Gerais, 493.000 fiéis
Em 2011, 45 Audiencias Gerais, 400.000 fiéis
Em 2012, 43 Audiencias Gerais, 447.000 fiéis
Em 2013, 8 Audiências Gerais (sem dados) 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Guaratiba em obras para a JMJ


JMJRio2013: obras em Guaratiba começaram nesta terça-feira / Arqrio
Por: Raquel Araujo e Raphael Freire
Mais um passo foi dado rumo à Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá entre os dias 23 e 28 de julho deste ano, no Rio de Janeiro. As obras no terreno que irá receber a Vigília e a Missa de Envio com o Santo Padre, batizado de Campus Fidei (Campo da Fé), começaram na tarde desta terça-feira, 19 de fevereiro, após a cerimônia de benção presidida pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.
Estiveram presentes também os Bispos Auxiliares, Dom Paulo Cezar, Dom Edson de Castro Homem, além de representantes das três esferas de governo: municipal, estadual e federal, vigários episcopais, membros do clero, funcionários do Comitê Organizador da Jornada e paroquianos da região. Aproximadamente 200 pessoas acompanharam o evento. O Arcebispo ressaltou que a benção ao terreno se estende àqueles que participarão da JMJ e também àqueles que durante os próximos meses trabalharão no local:
— Mais do que um terreno, aqui é o local onde a juventude estará presente e será acolhida por nós. Aqui acontecerá a Vigília do sábado e a Missa de Envio do domingo e os jovens poderão conhecer as belezas naturais dessa região e as belezas do povo que aqui reside. (...) Vamos abençoar esse local que será um dos espaços da Jornada Mundial da Juventude pedindo a Deus para que abençoe também todos os jovens que virão para cá durante a JMJ e também por todas as pessoas que trabalharão pro aqui durante esses cinco meses, disse.
Dom Orani lembrou ainda o engajamento dos jovens na preparação para a Jornada. O Arcebispo destacou que a juventude católica é protagonista deste grande encontro mundial e vem dando significativas contribuições através dos trabalhos, opiniões e ações diversas:
— (...) Nós vamos receber o Papa em Copacabana e aqui em Guaratiba enviaremos os jovens pelo mundo inteiro em missão. Agradeço a todas as autoridades civis e militares pelo trabalho. Além disso, o que chama muita atenção dos membros do Vaticano que cuidam da Jornada é o número de jovens envolvidos na organização. O jovem também é protagonista dessa Jornada Mundial da Juventude e tem trabalho, tem dado a sua opinião e grande parte do Comitê Organizador Local são padres, religiosos (as), leigos e jovens. (...) Que aqueles que aqui pisarem sejam abençoados e retornem para suas casas cheios de graça de deus. Olhando hoje vemos um lugar vazio, mas com certeza os jovens, que são as sentinelas do amanhã, querem preencher os vazios do mundo com o seu testemunho. Por isso rezamos para que eles nunca deixem de fazer o bem e anunciar Jesus Cristo. Mais do que lucro para a cidade, a JMJ é um sinal de esperança para os jovens e nós estamos aqui dizendo que queremos construir um mundo melhor vivendo a fraternidade, opinou.
A Vigília e a Missa de envio com o Sumo Pontífice são as últimas atividades da Jornada, a serem realizadas no domingo, 28 de julho. Os jovens estarão reunidos em Guaratiba desde o dia anterior, na preparação para mais um contato com o sucessor de Pedro. Para melhor acolher esses jovens, a organização da JMJ trabalhará com a estrutura de lotes e ruas, que contarão com ilhas de serviço para apoiar os peregrinos. Banheiros, postos médicos, alimentação, tendas de adoração, torre de segurança, telões e bebedouros também serão instalados para proporcionar aos visitantes um melhor acolhimento. Segundo o diretor de produção da Dream Factory, — empresa responsável pela logística da Jornada Mundial da Juventude — Gilmar Pereira Júnior, o espaço será dividido em lotes para 50 mil e 30 mil pessoas e a previsão é de que as obras fiquem prontas e apenas três meses.
— Estamos aguardando um relatório de mobilidade da Secretaria de Transportes justamente para sabermos como será a chegada ate aqui. A previsão é de 12 a 13 quilômetros de peregrinação, ou menos, dependendo desse planejamento. (...) Quando falamos em obras englobamos tudo. Mas para especificar as obras do terreno ficarão prontas em três meses. Em meados de julho daremos inicio aos testes de luz, som e iluminação o papa vai chegar aqui de helicóptero e vai se mover de Papa Móvel pelo meio do povo, afirmou.
Campus Fidei  fica próximo à Estrada do Mato Alto e consiste em dois terrenos que, juntos, correspondem ao dobro do tamanho do local utilizado na Jornada de Madri. Mais de dois milhões de jovens são esperados para este encontro da fé no Rio de Janeiro. Destes, 75 mil já se inscreveram como voluntários. Para o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Paulo Cezar, a chegada ao terreno em Guaratiba recordou a chegada de Moisés à terra prometida.
— A imagem que veio ao meu coração quando cheguei aqui hoje e vi o início das obras foi a imagem de Moisés quando vê a terra prometida. O Senhor reservou para nós esse local e nós estamos vendo a preparação do terreno e o início dos trabalhos com essa imagem bíblica bonita. A providência nos trouxe para cá, pois foi esse o espaço que o Senhor reservou para que a juventude possa se encontrar com Cristo. E tenho certeza que a juventude fará aqui uma bela experiência de encontro com Cristo voltando para seus países de origem entusiasmados para serem anunciadores de Dele, concluiu. 
ARQRIO

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Estêvão II: o Papa que não foi Papa

Ficheiro:Stef2pope.jpg

Estêvão foi eleito Papa em 752 e após quatro dias faleceu por causas reumáticas. Porém, morreu antes de ser empossado como Papa e por isso seu nome não é relacionado na lista dos Pontífices.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Curiosidades do Papado: de Pedro à Bento XVI


Por Patrick Crampont - CIDADE DO VATICANO, 2 abril de 2005 (AFP) - O Anuário Pontifício do Vaticano publica regularmente a lista dos 264 papas que reinaram na história da Igreja Católica desde o primeiro, o galileu Simão Pedro, que morreu como mártir no ano 64 depois de Cristo, até o polonês João Paulo II.


Na lista, aparecem apenas 262 nomes, já que um deles, Bento IX, reinou três vezes. Eleito em 1032, foi deposto em 1044. Recuperou o trono de Pedro em 1045, ano em que abdicou, para depois voltar em 1047 e ser deposto definitivamente um ano depois.



Se Bento IX foi o último Papa a ser destituído, não foi o único. Sete tiveram o mesmo destino antes dele. O Papa Silvério (536-537) foi o primeiro. Cinco abdicaram.



No total, 21 Papas morreram como mártires e outros nove sob o martírio. Quatro faleceram no exílio e um na prisão. A esta lista, somam-se nove pontífices que desapareceram em circunstâncias violentas: seis assassinados, dois mortos devido a ferimentos durante revoltas e um pelo desabamento do teto do local onde estava.



Oitenta e cinco papas foram santificados: os primeiros 50 pontífices, exceto dois: Libério e Anastácio II. Oito papas foram beatificados. O anuário pontifício reconhece também 37 antipapas (entre eles São Hipólito) e mais duas figuras citadas nas notas de páginas.



O nome de Estevão não aparece no anuário porque morreu poucas horas depois da eleição. O pontificado de Urbano VII foi o mais curto da história da Igreja, durou 13 dias.



O reinado mais longo, 34 anos, foi o de São Pedro, o príncipe dos apóstolos. Depois, somente Pio IX reinou mais de 30 anos (de junho de 1846 a fevereiro de 1878). Treze papas reinaram mais de 20 anos, mas a média dos pontificados é de 8 anos.



Desde Simão Pedro, o período mais longo sem um papa foi de três anos, sete meses e um dia (de 26 de outubro de 304 a 27 de maio de 308), entre Marcelino e Marcelo I. A criação do conclave, em 1274, deve-se justamente à demora para escolher o sucessor de Clementino IV. Já tinham se passado dois anos e nove meses de deliberações, quando os habitantes de Viterbo, cidade onde os eclesiásticos estavam reunidos, resolveram trancá-los e mantê-los a pão e água para acelerar a decisão.



Gregório X regulamentou a prática, que foi submetida a 53 reformas. No início dos anos 70, Paulo VI fixou em 120 o número máximo de cardeais eleitores, cuja idade não pode superar os 80 anos. A regra de eleição por maioria de dois terços foi imposta por Alexandre III em 1180.



Este mesmo pontífice, criou o Sacro Colégio dos Cardeais, cujo número mudou de dez para vinte no curso de três séculos. Em 1585, Sisto V aumentou o número para 70, em honra aos 70 anciões que assistiram Moisés. O número foi modificado outra vez séculos depois, por João XXIII.



Ao deixar seu nome de batismo, para chamar-se João Paulo II, Karol Wojtyla relançou um antigo hábito iniciado por Gregório V em 996 e seguido por 131 de seus 133 sucessores. Antes do século X, somente seis papas mudaram o próprio nome por diferentes motivos, como João II (532).



Depois de Simão da Galiléia, nenhum Papa adotou o nome de Pedro. Paulo XIV (983), que foi batizado assim, não quis quebrar o que muitos consideravam um tabu. O nome mais empregado é João (23 vezes), seguido por Gregório (16), Bento (16), Clementino (14), Leão e Inocêncio (13) e Pio (12).



Dos 262 papas, 210 nasceram na Itália, 99 deles em Roma. Dos 52 restantes, 16 franceses (segundo as fronteiras atuais), 12 do antigo mundo grego, 6 da Síria e 3 da Palestina, 6 da atual Alemanha, 3 da Espanha e 3 da África e 1 da Inglaterra, Portugal, Holanda e Polônia.



Antes de João Paulo II, desde 1522, quando Adriano VI, de Urecht, foi escolhido, não havia um papa que não fosse italiano. Os condes de Tuscolo deram cinco sumos pontífices, enquanto os Médicis três e os Borgia dois.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Nova Secretaria da Capela está pronta

Prédio anexo com nova pintura
Após 6 meses, a Secretaria da Capela está pronta. Foi ampliada em cerca de 1 metro e teve o teto rebaixado, fiação trocada, pintura e troca do piso. A Secretaria foi contemplada junto com as reformas no prédio anexo do Conselho Nacional do Brasil (CNB) que é zelado pelos Vicentinos.

Nos próximos meses, a fachada lateral da Igreja passará por uma intervenção, além do telhado. O salão abaixo da Igreja também deverá ser reformado. Quanto a parte interna da Capela, Sacristia e fachada da frente há planos para restauração, mas teremos que aguardar mais um pouco.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Santo Antônio dos Pobres quase pronta!

A nossa Paróquia de Santo Antônio, na Rua dos Inválidos, está quase pronta para sua reabertura. Em dezembro passado completou-se três anos com o templo fechado.

A Sacristia está sendo reformada. Os sinos foram reformados, assim como os vitrais e o piso teve que ser substituído por causa dos danos sofridos com as rachaduras. No centro da Igreja a estrutura que receberá vidros temperados no chão está pronto e é possível ver lá embaixo o piso da Igreja primitiva e parte de seu presbitério. 

Ficamos em oração para que os devotos de Santo Antônio possam ver sua Igreja reaberta até o próximo 13 de junho.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Renúncia do Papa e Escolha de seu sucessor é assunto em todo mundo


A renúncia o Papa Bento XVI surpreendeu muitas pessoas, mas para quem sabe interpretar os sinais do dia-a-dia sabia que a qualquer momento ele poderia fazer isso. Foram inúmeras as vezes que ele deu a entender que isso aconteceria.

Para quem achava no início de seu pontificado que Joseph seria um papa sem grandes atitudes deve ter se decepcionado. Pode não ser tão risonho como os João Paulo que o sucedeu, mas suas homilias e catequeses mostravam seu conhecimento e amor aos ensinamentos de Cristo e da Igreja. Resgatou tradições antigas sem abalar as mais recentes. Ele pode não ter conseguido atrair muitas pessoas para Igreja, mas sem dúvidas confirmou a fé de muitos.

Se os mais liberais e anti-catolicismo desejavam uma revolução na Igreja, Bento XVI o fez com excelência. Ao renunciar, quebrou um paradigma de mais de seis séculos em que o papa deve ser papa até sua morte. Para os mais nervosos, foi uma facada e abalo de fé. Para os verdadeiros cristãos foi a certeza de que o homem tem suas limitações.

Entenda como bem entender, Bento XVI estará marcado para sempre na história como o Papa que renunciou. Mas deixará saudade por sua seriedade e amor à Eucaristia e doutrina católica. Pode ter se decepcionado ao longo da sua jornada, mas plantou sementes que iremos colher mais tarde.

O sucessor de Bento 16 liderará uma Igreja ascendente na Ásia e África e decadente na Europa. O ainda Papa Bento pede uma renovação na Igreja e o fim da divisão dentro dela que por mais que muitos neguem sabemos que existe. Sabemos que a maioria dos Cardeais votantes são europeus, muitos italianos e a maioria considerados “burocráticos”. Dificilmente veremos um Papa que não seja da Europa.
Dos italianos sempre favoritos fala-se muito de Scola de Milão, Ravasi, Bertone (atual carmelengo).
Das Américas, fala-se muito no canadense Quellet, do estadunidense Dolan, do argentino Bergoglio , do mexicano Carrera e do brasileiro Cláudio Humes.

Na minha opinião, o novo Papa deverá não ter menos de 60 e não mais de 70 anos. Se a preferência dos Cardeais por um europeu prevalecer eu visualizo uns nomes não muito mencionados e que podem aparecer como surpresa: o suíço Koch, o italiano Filoni e o húngaro Erdo.

Agora se a surpresa for ainda maior e escolherem um nome de fora da Europa, os favoritos são Tagle das Filipinas e Turkson de Gana. Mas estão esquecendo de dois nomes que seriam talvez a maior surpresa de todas: os patriarcas orientais Bechara do Líbano e os indianos Baselios e George.

Seja quem for o escolhido, os católicos podem esperar grandes feitos do novo Pontífice que os cardeais irão escolher impulsionados pelo Espírito Santo. 

ASC

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Fiéis lotam Capelinha para a Missa das Cinzas

Nesta quarta de cinzas, a Capela Menino Deus ficou lotada para a celebração que marca o início do tempo quaresmal. A Santa Missa foi às 17h e celebrada pelo Padre Eduardo Braga.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

BOMBA: PAPA BENTO XVI RENUNCIA AO PAPADO!


Ele fez o anúncio pessoalmente nesta segunda-feira (11).
Pontífice afirmou que vai deixar o cargo por conta da 'idade avançada'.


Papa Bento XVI vai renunciar a seu pontificado em 28 de fevereiro.
Bento XVI anunciou a renúncia pessoalmente, falando em latim, durante o consistório para a canonização de três mártires.
O Vaticano confirmou a notícia e afirmou que o papado, exercido por Bento XVI desde 2005, vai ficar vago até que o sucessor seja escolhido, o que se espera que ocorra "o mais rápido possível", segundo o porta-voz Federico Lombardi.
O anúncio é praticamente inédito na Igreja Católica.
Em comunicado, Bento XVI, que tem 85 anos, afirmou que vai deixar a liderança da Igreja Católica Apostólica Romana devido à idade avançada, por "não ter mais forças" para exercer o cargo.
O pontífice afirmou que está "totalmente consciente" da gravidade de seu gesto.
"Por essa razão, e bem consciente da seriedade desse ato, com total liberdade declaro que renuncio ao ministério como Bispo de Roma, sucessor de São Pedro", disse Joseph Ratzinger, segundo comunicado do Vaticano.
Na véspera, Bento XVI escreveu em sua conta no Twitter: "Devemos confiar no maravilhoso poder da misericórdia de Deus. Somos todos pecadores, mas Sua graça nos transforma e renova".
O papa Bento XVI durante a audiência semanal desta quarta-feira (16) (Foto: AFP)O papa Bento XVI durante audiência em 16 de janeiro (Foto: AFP)
Sucessor de João Paulo II, Bento XVI havia assumido o papado em 19 de abril de 2005, com 78 anos.
28 de fevereiro
Vaticano afirmou que a renúncia vai se formalizar às 20h locais de 28 de fevereiro (17h do horário brasileiro de verão).
Até lá, o Papa estará "totalmente encarregado" dos assuntos da igreja.
O novo Papa será escolhido pelo conclave de cardeais, como de costume.
Decisão surpreendente
O porta-voz do Vaticano disse que a decisão do Papa surpreendeu a todos do seu círculo mais próximo.
Ele afirmou que, após a renúncia, Bento XVI vai à residência papal de verão, em Castel Gandolfo, próximo a Roma, e depois irá morar no Vaticano.
Lombardi também disse que Bento XVI não vai participar do conclave, a reunião a portas fechadas que vai escolher seu sucessor.
O porta-voz afirmou que Bento XVI mostrou "grande coragem" no seu gesto, e descartou que uma depressão tenha sido o motivo da renúncia.
O últmo precedente parecido da renúncia de um Papa remonta ao ano de 1294, quando Celestino V abdicou antes de ser consagrado. Antes de ser designado Papa, ele havia vivido como um ermitão e disse que não se sentia preparado para assumir o comando da Igreja.
Repercussão
A chanceler da Alemanha, país natal do Papa, Angela Merkel, disse que está "emocionada" com a decisão e que vai se pronunciar mais tarde. Leia mais repercussões sobre a saída do Papa.

Translate