sábado, 13 de outubro de 2012

Cristo Redentor faz 81 anos


Símbolo de acolhimento com seus braços abertos, referência no Rio de Janeiro e em qualquer cidade do mundo, representação da fé e da hospitalidade do povo carioca. O Cristo Redentor - que na última sexta-feira, 12 de outubro completou 81 anos - no alto de seus 710 metros a cima do nível do mal, continua encantando moradores e turistas com sua beleza e magnitude, que transcendem a sua idade.

O local, que já recebeu o então Papa João Paulo II, está entre as sete maravilhas do mundo moderno. Transformado em Santuário em 12 de outubro de 2006, quando em seu interior foi entronizada a imagem da Virgem Aparecida, o Cristo Redentor não é apenas um ponto turístico. Ele é local de peregrinação, que foi erguido com o dinheiro doado pelos fiéis de todo o Brasil e que traz consigo a força de um povo, do maior país cristão do planeta, que não se cansa de testemunhar a sua fé.

A construção do monumento foi executada pelo Cardeal Sebastião Leme da Silveira Cintra, a quem se deve a ideia, o concurso, os trabalhos, as opções feitas, a liderança para angariar fundos e finalmente a inauguração do Cristo Redentor. Na ocasião da abertura, há oitenta e um anos, na presença do Presidente da República, do governo e de todo o corpo diplomático, o Cardeal afirmou: “Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera, e contra todos os males defenda o Seu Brasil”. E desta forma, o Cristo continua reinando, observando e protegendo a cidade do alto do Corcovado, como um amigo fiel que, mesmo não podendo ser visto de todos os pontos da cidade, não há quem não saiba que ele está ali, silencioso, mas sempre atento e acolhedor.

Apesar das dificuldades e oposições na época da edificação, o Cristo Redentor foi erguido. Este gigante de 81 anos encanta e surpreende da mesma forma como em 1931. E mesmo quem trabalha no monumento diariamente se diz cada vez mais maravilhado com o que o Cristo tem para oferecer. Wilson Antonio Bernardo trabalha na manutenção da capela Nossa Senhora Aparecida, situada na base do Monumento. Ao longo dos seis anos em que trabalha no Cristo, ele destacou a presença de Nossa Senhora de Nazaré e a gravação do clipe da Jornada Mundial da Juventude como fatos marcantes.

- É muito prazeroso trabalhar no Cristo. Ele não é apenas um símbolo turístico, ele é também um ponto religioso, que está ali em cima abençoando todos que o visitam. Muitos turistas, quando vão ao Cristo, não sabem que ali tem uma capela e ficam todos maravilhados. Duas coisas que me deixaram emocionados neste tempo em que trabalho aqui foi, a primeira delas, o primeiro Círio de Nazaré. No dia estava chovendo muito, mas mesmo assim Dom Orani foi ao Cristo com a imagem, e, segundo, foi a gravação do clipe da JMJ, contou. 


Nestas mais de oito décadas de existência, o Cristo Redentor, representação daquele que é a Luz do Mundo, também é o preferido para a divulgação de campanhas. Através das cores de sua iluminação, o Cristo Redentor abraça diversas causas como o Dia da Diabetes, o Outubro Rosa e o Dia do Nascituro, mostrando ao mundo todo que o Cristo é este símbolo de unidade e preocupação com a humanidade.

Secretária do Santuário Cristo Redentor do Corcovado há três anos, Glaucia Moraes destacou que se sente muito honrada em trabalhar para o Redentor. Ela testemunhou as muitas conquistas de sua vida, em função do trabalho que realiza no maior símbolo do país e do Rio.

— Quando fui chamada para trabalhar no Santuário, estava desempregada havia três anos e senti o acolhimento de Jesus ao me levar para trabalhar justamente em sua casa. Todos os dias, quando chego à sede do Santuário, elevo meu olhar ao Cristo Redentor e agradeço por minha vida, pelo Reitor, Padre Omar Raposo, que além de nosso pastor é um grande amigo de todos nós, por meus colegas de trabalho, e por poder trabalhar para Ele, o Redentor da minha vida. (...) É difícil estar diante de tão belo monumento e não nos sentirmos acolhidos, amados e protegidos por Jesus. Bom mesmo é estar sempre aos pés do Redentor, aquele que não se poupou do sofrimento para salvar a mim e a toda humanidade, destacou Glaucia.

O supervisor da Capela Nossa Senhora Aparecida, Carlos Alberto da Silva, resumiu o que para ele é trabalhar no Cristo Redentor:

- Trabalhar no Cristo é poder contemplar a própria criação de Deus. Cada dia que estamos lá, é um dia diferente, não por circunstâncias das pessoas que visitam o Cristo, mas pelo que diz respeito a admirar a natureza, admirar a criação de Deus. Estar lá no Cristo é viver, dia após dia, como se fosse um milagre em nossa vida, afirmou.

PORTAL DA ARQUIDIOCESE DO RIO

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