segunda-feira, 26 de março de 2012

Santo Sudário é tema de exposição na Barra, Rio de Janeiro


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Neste evento, o Rio sedia a exposição (de 23 de Março a 6 de maio, no Via Parque Shopping, na Barra) com alguns objetos, tais como o fac-símile do Sudário produzido em Turim; a reconstituição artística do Homem do Sudário; o holograma em tamanho natural da imagem, produzido pelo cientista holandês Petrus Soons; réplicas dos flagelos; coroa de espinhos; lança e pregos produzidos em Israel. Além de contar com ilustrações de painéis, vídeos e infográficos que explicam, de forma dinâmica, o que cada estudo descobriu sobre o tema.
O Santo Sudário está guardado na catedral de Turim na Itália e reúne diversos estudos e misteriosas crenças, por causa da imagem semelhante ao rosto de Jesus Cristo impressa nele. Até o hoje, é um elemento muito estudado, envolvendo inúmeras disciplinas como arqueologia, palinologia, hematologia, medicina forense, microbiologia, história, semiótica, numismática, etc.
Estudiosos admitem existir grande coincidência entre as marcas impressas no tecido e o que os Evangelhos relatam sobre a Paixão de Cristo. A coincidência começa pelo fato de o lençol ter composição rudimentar da fibra que era produzida no antigo Egito e Síria. No tecido há diversas manchas de sangue humano do tipo AB, comum em judeus. A análise do sangue indicou uma substância cicatrizante do fígado, produzida quando o corpo é gravemente traumatizado. Através deste estudo, constataram-se também cromossomos do tipo X e Y, confirmando que seria uma pessoa do sexo masculino. Foram descobertos também certos pólens no Sudário. As espécies de plantas foram identificadas. Trata-se de plantas comuns do Vale do Jordão e Mar Morto, de lugares pedregosos ou salgados e regiões desérticas.
A análise médico-forense mostra que o homem do Sudário possuía altura entre 1,75 e 1,80 m. Com idade estimada de 37 anos de raça semítica. No lençol há marcas que indicam que o Homem do Sudário foi açoitado e os ângulos das feridas permitem deduzir que havia dois flageladores. Já na marca da cabeça, há cerca de quarenta feridas causadas por objetos pontiagudos. É fácil observar que este quadro é compatível com a cabeça de quem recebeu uma coroa de espinhos. Há também marcas de feridas nas mãos e pés, como se tivesse sido crucificado.
O grande mistério é que, apesar das marcas de sangue de feridas, o lençol não apresenta marcas de decomposição, ou seja, foi comprovado haver um cadáver, mas não há nada que demonstre que houve degeneração do corpo sob o lençol. As manchas de sangue mostram que o corpo ficou em contato com o lençol durante um período entre 30 e 40 horas. Mais um forte indício que se assemelha com o Evangelho.
Polêmico ou não, as coincidências são muitas de que o Homem do Sudário possa ter sido Jesus Cristo. Independentemente de religião e da fé, este objeto arqueológico tem imenso valor. Foi responsável por inúmeros estudos e inquietantes curiosidades. Trata-se de um lençol com valor histórico e rico para a cultura mundial.Para o Rio, não deixa de ser uma honra receber uma exposição de tamanha importância.
FONTE: RÁDIO CATEDRAL

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