sábado, 24 de dezembro de 2011

É Natal! Vinde Adoremos!


“Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”
A passagem acima, do Evangelho de Mateus (2, 2), traz alguns ele­mentos importantes para a vivência dos tempos do Advento e do Natal: “ver”, “vir”, “estrela”, “Oriente” e “adorar” tornam-se importantes chaves de compreensão desse momento especial de nossa experiência de fé.
Primeiramente, foquemos o olhar nos personagens. A es­critura diz que “magos” vieram do Oriente a Jerusalém (Mt 2, 1). Pela palavra magos podemos imaginar que eram como astrô­nomos, que sabiam bem guiar suas direções pela posição das estrelas no céu, o que era muito comum no antigo Oriente, lugar de muitos sábios e estudiosos da Ciência. Eles só reconheceram o que a estrela mostrava porque estavam procurando algo (ou al­guém!). Eles reconheceram que aquela era a estrela que indicava o “rei dos judeus”, e afirmam que aquela era a “sua estrela” (2, 2).
Hoje também, muitas pes­soas ainda distantes de Deus continuam a Lhe procurar, até mesmo olhando para o céu. Muitas, sábias e de bom co­ração, estão à espera de uma estrela que passe diante de seus olhos, revelando algo que vai muito além de seu brilho, mas que reflete um outro, “o rei”. Para que elas possam executar o movimento de vir e adorá-lo, precisam antes encontrar essa estrela que mostre o caminho.
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A luz que aquela estrela lan­çou sobre os magos do passado pode ser entendida por nós, hoje, como o testemunho que podemos dar para aqueles que estão em busca de Deus. Tanto quanto nós que desejamos reno­var nossa experiência de Deus nesse período fecundo, é tam­bém importante que pensemos em tantas pessoas que poderão conhecê-Lo através de nós, por meio da luz, do brilho, da pa­lavra, das atitudes que podem sair de nós.
Na verdade, muito mais que mostrar o caminho, diz a escritura que a estrela “os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o Menino e ali parou” (Mt 2, 9). Isso mes­mo, ela os acompanhou. Não deixou que andassem sozinhos, e iluminou seus passos para não tropeçarem nem se perderem. Foi companheira de caminhada. O mesmo é pedido de nós. Não apenas precisamos nos tornar setas apontadas na direção de Deus, como também podemos ser companheiros de caminhada daqueles que ainda com passos inseguros se aproximam da fé ou da Igreja, para se encontrar com o Senhor.
Que as celebrações do Ad­vento e do Natal renovem em nós a presença do Deus que se faz humano e nos estimule a sermos nós também uma pre­sença constante ao lado de toda a humanidade.

*FONTE: RÀDIO CATEDRAL

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