segunda-feira, 18 de julho de 2011

Muticom começa na PUC Rio

O 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom) teve início na tarde deste domingo, 17 de abril, na Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), na Gávea, Rio de Janeiro. Com o lema “Comunicação e vida: Diversidade e Mobilidades”, o evento, que acontecerá até o próximo dia 22, pretende motivar as comunidades brasileiras a refletirem sobre a comunicação relacionada com a vida cotidiana e suas expressões.

Representantes de todas as diocese do Brasil, repletos de expectativas para a grande ocasião de aprendizagem que o Muticom proporciona, se reuniram na Igreja Sagrado Coração de Jesus para entregarem a Deus, durante a Missa de abertura do evento, todas as necessidades da comunicação social no Brasil.

O presidente do Conselho Pontifício de Comunicação Social, Dom Claudio Maria Celli presidiu a Celebração Eucarística. Concelebraram o presidente da Comissão Episcopal de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Dimas Lara Barbosa; o Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta; o Bispo de Picos (Paraná), Dom Plínio José Luz da Silva; o Bispo de Guarapuava (Paraná), Dom Antônio Wagner da Silva, o coordenador geral do 7º Muticom, Padre Omar Raposo, e diversos membros do clero presentes ao evento.

Durante a homilia, ao refletir sobre o texto do evangelho em que Jesus conta a parábola do joio e do trigo, Dom Celli destacou que Jesus explica que poderia haver uma sociedade de homens puros e santos, mas que se não é assim é justamente porque existe um tempo especial da parte de Deus, “tempo de espera, tempo de corrida para a conversão dos pecadores, um verdadeiro tempo de misericórdia”.

- O anúncio desta tarde é um anúncio de esperança. As forças do mal não podem sufocar as forças de santidade, que, mesmo que ainda brotando, não podem ser destruídas. (...) O mal não vai prevalecer, lembrou Dom Celli.
O presidente do Conselho Pontifício de Comunicação Social falou de forma bastante afetuosa sobre os profissionais de comunicação que atuam em veículos católicos. E também recordou daqueles que, religiosos, trabalham em mídias leigas.

- Eu diria que a comunicação faz parte da vida dessas pessoas, é sua vida mesmo. Vivem sua profissão com dedicação, a assumem com um coração de católico, destacou.

A reflexão pontuou ainda sobre a necessidade do comprometimento de cada pessoa para que, cada vez mais haja na comunicação uma linguagem de justiça e verdade. Sempre tendo viva a certeza de que o comunicador cristão deve lembrar que, para ele, “a verdade é Cristo, o Senhor”.

Ao explanar sobre o tema deste 7º Muticom, Dom Celli deu destaque à importância de se pensar sobre a diversidade. Segundo ele, conforme o Papa Bento XVI vem frequentemente recordando, nesta sociedade pluricultural deve se estabelecer um diálogo respeitoso com o outro. E nessa trajetória é preciso lembrar que o tempo do outro é diferente e que a verdade dele também pode ser.

- Uma comunicação verdadeira precisa ser permeada por respeito pela dignidade do outro, enfatizou.

O presidente do Conselho Pontifício de Comunicação Social pontuou que, nesse contexto da apresentação da verdade ao outro, a grande tentação do comunicador é ser opressivo e também superficial – o que deve ser evitado.

Dom Celli finalizou a homilia convocando cada um a ser fiel ao seguimento da Palavra de Deus, a anunciando a qualquer homem e mulher que encontre em seu caminho.

* Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio

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