sábado, 12 de fevereiro de 2011

Região Serrana tenta se reerguer

Após um mês das enchentes que deixaram mais de 850 pessoas mortas, ainda é possível ver na Região Serrana a destruição causada pelas fortes chuvas. Muita lama, destroços e pessoas morando em abrigos fazem parte da atual realidade local. As pessoas tentam voltar à rotina, apesar do vai e vem das equipes de limpeza. A situação na região é agravada pelos casos de leptospirose e pela falta de médicos.

Os brasileiros continuam solidários às vítimas da Serra. Muitos aproveitaram o período de férias e trabalharam como voluntários; outros, enviaram donativos, porém, uma preocupação é constante: como será o período pós-emergencial?

Pensando nisso, a Cáritas Nacional, em parceria com as Cáritas Diocesanas de Nova Friburgo e Petrópolis, e ainda, a Cáritas do Rio de Janeiro, pensaram em um plano para longo prazo. Foram montadas pequenas equipes, que passada a fase emergencial, perceberam metas de atuação.

As chuvas na Região Serrana já mataram, no total, 878 pessoas desde o dia 11 de janeiro. Segundo as prefeituras das cidades atingidas, o número de desabrigados e desalojados chega a quase 35 mil em toda a região.

Igreja atuante

O Presidente da Cáritas Arquidiocesana, Padre Manuel Managão, explicou que foram constituídos grupos de trabalho, com pessoas escolhidas pelas dioceses, que estarão, a médio e a longo prazo, organizando o processo de atendimento e acolhimento às famílias atingidas.

Na prática, a equipe ficará responsável por distribuir os recursos que chegarem às dioceses, conforme suas necessidades. Além disso, eles também farão assistência aos desabrigados.

- No primeiro momento, tivemos grande quantidade de donativos, mas com o tempo vai esfriando. Há necessidade de manter uma assistência às famílias. As equipes terão dois trabalhos essências: catalogação das famílias e também articulação com o poder público, explicou.

Padre Manangão disse ainda que a Igreja tem a preocupação de estar ajudando nesse processo, mas percebe a necessidade do envolvimento do governo para encontrar soluções. Pois enquanto o governo pensa a questão da construção de moradias, a Igreja faz um trabalho no dia a dia das famílias.

- A Cáritas Nacional, até hoje, deve ter em torno de um milhão de reais de recurso que está disponível para serem usados pelas equipes diocesanas, conforme necessidade. A Arquidiocese do Rio encaminhou para as dioceses em torno de 310 toneladas de donativos e também 100 mil reais que podem ser utilizados para necessidades imediatas, disse o padre.

Mesmo com número grande de donativos, Padre Manangão explicou que com o tempo as ajudas vão diminuindo. Por isso, quem puder colaborar pode ainda entregar donativos nas paróquias, na sede da Cáritas, na Catedral Metropolitana, ou ainda fazer o depósito no Banco Bradesco, agência: 0814-1 Conta:48500-4.

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