segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Conheça os novos Bispos do Rio de Janeiro

A Igreja local do Rio de Ja­neiro se alegra esta semana em convidar a todos os fiéis para a solene celebração de Ordenação Episcopal dos monsenhores Nelson Francelino Ferreira, Paulo Cezar Costa e Pedro Cunha Cruz.

Eles receberão a Consagração Espiscopal pela imposição das mãos do arcebispo metropoli­tano do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, O. Cist., do bispo de Valença, Dom Frei Elias James Manning, OFMConv. e do bispo auxiliar emérito da arquidiocese do Rio, Dom Karl Josef Romer.

A cerimônia acontecerá no dia 5 de fevereiro, na Catedral de São Sebastião, às 8h30m, e será transmitida ao vivo pela Rádio Catedral (FM 106, 7).
O convite para a Ordenação Episcopal traz como lema: “Chamados a Servir o Povo de Deus”.

O anúncio da nomeação dos novos bispos foi feito no dia 24 de novembro de 2010 pelo arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, através da Rádio Catedral, com a leitura do docu­mento da Nunciatura Apostólica do Brasil, que comunicava que o Santo Padre Bento XVI, aco­lhendo a solicitação de Dom Orani João Tempesta, nomeou os sacerdotes como novos bis­pos auxiliares.

No último dia, 20, os três bispos eleitos fizeram a provisão de fé e juramento de fidelidade, durante a celebração da Missa Solene de São Sebastião, na Igreja dos Capuchinhos.

Conheça um pouco o histórico de cada um


O monsenhor Pedro Cunha Cruz nasceu em 16 de junho de 1964 e foi ordenado no dia 4 de agosto de 1990. Formado pelo Seminário Arquidiocesano de São José, cursou filosofia pela Uerj, de 1987 a 1990, e teolo­gia pela PUC-Rio, de 1986 a 1989, mais tarde adquirindo os títulos de mestre em filosofia, pela Pontificia Università San­ta Croce, em 1995, de mestre em teologia fundamental, pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em 1996, e de doutor em filosofia pela Pontificia Università Santa Croce, em 1997. Atuou como vigário paroquial da Paróquia Cristo Operário e Santo Cura d’ Ars, na Vila Kennedy, como pároco da Paróquia São Francisco de Assis, em Senador Camará, como diretor de Estudos do Se­minário Arquidiocesano de São José, como pároco da Paróquia Santa Teresa de Jesus, em Santa Teresa, e como diretor do Ins­tituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

O monsenhor Nelson Fran­celino Ferreira também foi ordenado no dia 4 de agosto de 1990. Ele nasceu em 26 de feve­reiro de 1965. Formado pelo Se­minário Arquidiocesano de São José, cursou filosofia pela Facul­dade Eclesiástica de Filosofia João Paulo II, de 1984 a 1985, e teologia pelo Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro, de 1986 a 1989, mais tarde adquirindo os títulos de mestre e doutor em teologia sistemática pela PUC-Rio, de 1994 a 1997 e de 1998 a 2001, respectivamente. Atuou como vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Realengo, como pároco da Paróquia São Luiz Rei de França, em Costa Barros, como pároco da Paróquia São Marcos, na Barra da Tijuca, como pároco da Matriz Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, como vice-presidente do Conic/RJ, como professor do Instituto de Ciências Religiosas, do Ins­tituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro, da PUC-Rio, da Faculdade de Teologia São Bento, do Instituto Santo Antônio e do Seminário Rosa Mística, na Diocese de Nova Friburgo.

O monsenhor Paulo Cezar Costa, nascido em 20 de julho de 1967, foi ordenado em 1992. Membro do grupo de peritos da Comissão de Doutrina da CNBB, do Instituto Nacional de Pastoral da CNBB, foi reitor do Seminário Diocesano Paulo VI, em Nova Iguaçu, e diretor do Departamento de Teologia da PUC-Rio. Formado pelo Seminário Arquidiocesano de São José, cursou filosofia no Seminário Nossa Senhora do Divino Amor, em Petrópolis, como seminarista da Diocese de Valença, e teologia pelo Instituto Superior de Teologia da Arqui­diocese do Rio de Janeiro, já no Seminário de São José, de 1989 a 1992. Atuou como vigário paroquial da Paróquia São Pe­dro e São Paulo, de Paraíba do Sul, como pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Vassouras, como membro da Coordenação Diocesana de Pastoral da Diocese de Valen­ça, como pároco da Paróquia Santa Rosa de Lima, como professor do Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro e do Instituto de Filosofia e Teologia Paulo VI, Paulo VI, em Nova Iguaçu.

Conheça os lemas e os brasões:

“Servus Jesu Christi” – “Servo de Jesus Cristo”
Monsenhor Pedro Cunha Cruz

“Inicialmente ti­nha pensado em escolher um lema baseado em um dos textos do Antigo Testamento, mas fui atraído pela teo­logia paulina e escolhi, portanto, a Carta de São Pau­lo aos Roma­nos 1,1, onde São Paulo diz que é o servo de Jesus Cris­to, ‘Eu Paulo, servo de Jesus Cristo’. Escolhi esse tema ‘Servo de Jesus Cristo’ exatamente porque se coloca inteiramente ao serviço do apostolado do Senhor, na pregação do Reino de Deus, não somente para o homem ju­deu, como também os não-judaizantes. Na verdade, ele apresenta esse aposto­lado como sendo uma universalidade da salvação, e me inspirei muito nesse modelo de São Paulo por esse motivo. O bispo na verdade está a serviço da Igreja sem distinção ou acepção de pessoas. O nosso ministério é uma do­ação, uma entrega, um serviço a Santa Igreja de Cristo.”

“Sentire Cum Ecclesia” – “Sentir com a Igreja”
Monsenhor Nelson Francelino Ferreira

“Sempre esse lema nos reporta a Santo Inácio de Loyola. Um momento de grande efervecência na Igreja, e nos inspira uma verdadei­ra fé na Igreja enquanto mistério.

O episcopado para mim é uma realidade muito grande, que vai além de minhas possibilidades, e só poderei desenvol­vê-lo bem, desem­penhá-lo bem, na medida em que estiver em comunhão com toda a Igreja, com o Santo Padre, com o Colégio dos Bispos, com o presbitério e também, sem sombra de dúvidas, com os fiéis que também estão nesse mistério de Igreja, lutando, trabalhando, aprofundan­do, servindo.

Quando assumo como lema ‘Sentir com Ecclesia’, é porque na igreja, na co­munhão com os irmãos, com todas essas outras instâncias é que encontramos o caminho para continuar caminhando. A Igreja é um mistério que nos reporta à própria intencionalidade do Cristo, e é justamente nesse mistério de comunhão que vamos estar em sintonia com o pró­prio mistério do Cristo.”

“Sustineo Propter Electo” – “Tudo suporto pelos eleitos”
Monsenhor Paulo Cezar Costa

“O meu lema é “Tudo suporto pelos eleitos”. É um texto tirado da segun­da epístola de São Paulo Timóteo, onde Paulo faz como que o seu testamento espiritual e lega esse tes­tamento espiritual ao seu discípulo Timóteo. Paulo diz que tudo suporta pelos elei­tos e de certa forma identifica a sua vida, a sua doação a de Cristo. Cristo Jesus, Ele amou os seus a ponto de doar a Sua vida pelos seus. E Paulo também suportou todos os sofrimentos que o discipulado de Jesus Cristo lhe trouxe. Paulo suportou naufrágios, prisões, incompreensões, tudo por causa daqueles que o Senhor lhe deu. Os eleitos são aqueles que o Senhor chamou e aqueles que o Senhor colocou no ministério de Paulo. Então, Paulo, se identificando misticamente com Cristo, com Cristo morto e ressuscitado, diz que tudo suporta também, por aqueles que o Senhor lhe deu. E o bispo também é alguém que deve suportar tudo por causa daqueles que o Senhor lhe deu, por causa daqueles que o Senhor coloca e aqueles que o Senhor colocará diante de si, diante de si, diante do seu ministério.”


*Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio

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