segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Conheça os novos Bispos do Rio de Janeiro

A Igreja local do Rio de Ja­neiro se alegra esta semana em convidar a todos os fiéis para a solene celebração de Ordenação Episcopal dos monsenhores Nelson Francelino Ferreira, Paulo Cezar Costa e Pedro Cunha Cruz.

Eles receberão a Consagração Espiscopal pela imposição das mãos do arcebispo metropoli­tano do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, O. Cist., do bispo de Valença, Dom Frei Elias James Manning, OFMConv. e do bispo auxiliar emérito da arquidiocese do Rio, Dom Karl Josef Romer.

A cerimônia acontecerá no dia 5 de fevereiro, na Catedral de São Sebastião, às 8h30m, e será transmitida ao vivo pela Rádio Catedral (FM 106, 7).
O convite para a Ordenação Episcopal traz como lema: “Chamados a Servir o Povo de Deus”.

O anúncio da nomeação dos novos bispos foi feito no dia 24 de novembro de 2010 pelo arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, através da Rádio Catedral, com a leitura do docu­mento da Nunciatura Apostólica do Brasil, que comunicava que o Santo Padre Bento XVI, aco­lhendo a solicitação de Dom Orani João Tempesta, nomeou os sacerdotes como novos bis­pos auxiliares.

No último dia, 20, os três bispos eleitos fizeram a provisão de fé e juramento de fidelidade, durante a celebração da Missa Solene de São Sebastião, na Igreja dos Capuchinhos.

Conheça um pouco o histórico de cada um


O monsenhor Pedro Cunha Cruz nasceu em 16 de junho de 1964 e foi ordenado no dia 4 de agosto de 1990. Formado pelo Seminário Arquidiocesano de São José, cursou filosofia pela Uerj, de 1987 a 1990, e teolo­gia pela PUC-Rio, de 1986 a 1989, mais tarde adquirindo os títulos de mestre em filosofia, pela Pontificia Università San­ta Croce, em 1995, de mestre em teologia fundamental, pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em 1996, e de doutor em filosofia pela Pontificia Università Santa Croce, em 1997. Atuou como vigário paroquial da Paróquia Cristo Operário e Santo Cura d’ Ars, na Vila Kennedy, como pároco da Paróquia São Francisco de Assis, em Senador Camará, como diretor de Estudos do Se­minário Arquidiocesano de São José, como pároco da Paróquia Santa Teresa de Jesus, em Santa Teresa, e como diretor do Ins­tituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

O monsenhor Nelson Fran­celino Ferreira também foi ordenado no dia 4 de agosto de 1990. Ele nasceu em 26 de feve­reiro de 1965. Formado pelo Se­minário Arquidiocesano de São José, cursou filosofia pela Facul­dade Eclesiástica de Filosofia João Paulo II, de 1984 a 1985, e teologia pelo Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro, de 1986 a 1989, mais tarde adquirindo os títulos de mestre e doutor em teologia sistemática pela PUC-Rio, de 1994 a 1997 e de 1998 a 2001, respectivamente. Atuou como vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Realengo, como pároco da Paróquia São Luiz Rei de França, em Costa Barros, como pároco da Paróquia São Marcos, na Barra da Tijuca, como pároco da Matriz Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, como vice-presidente do Conic/RJ, como professor do Instituto de Ciências Religiosas, do Ins­tituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro, da PUC-Rio, da Faculdade de Teologia São Bento, do Instituto Santo Antônio e do Seminário Rosa Mística, na Diocese de Nova Friburgo.

O monsenhor Paulo Cezar Costa, nascido em 20 de julho de 1967, foi ordenado em 1992. Membro do grupo de peritos da Comissão de Doutrina da CNBB, do Instituto Nacional de Pastoral da CNBB, foi reitor do Seminário Diocesano Paulo VI, em Nova Iguaçu, e diretor do Departamento de Teologia da PUC-Rio. Formado pelo Seminário Arquidiocesano de São José, cursou filosofia no Seminário Nossa Senhora do Divino Amor, em Petrópolis, como seminarista da Diocese de Valença, e teologia pelo Instituto Superior de Teologia da Arqui­diocese do Rio de Janeiro, já no Seminário de São José, de 1989 a 1992. Atuou como vigário paroquial da Paróquia São Pe­dro e São Paulo, de Paraíba do Sul, como pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Vassouras, como membro da Coordenação Diocesana de Pastoral da Diocese de Valen­ça, como pároco da Paróquia Santa Rosa de Lima, como professor do Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio de Janeiro e do Instituto de Filosofia e Teologia Paulo VI, Paulo VI, em Nova Iguaçu.

Conheça os lemas e os brasões:

“Servus Jesu Christi” – “Servo de Jesus Cristo”
Monsenhor Pedro Cunha Cruz

“Inicialmente ti­nha pensado em escolher um lema baseado em um dos textos do Antigo Testamento, mas fui atraído pela teo­logia paulina e escolhi, portanto, a Carta de São Pau­lo aos Roma­nos 1,1, onde São Paulo diz que é o servo de Jesus Cris­to, ‘Eu Paulo, servo de Jesus Cristo’. Escolhi esse tema ‘Servo de Jesus Cristo’ exatamente porque se coloca inteiramente ao serviço do apostolado do Senhor, na pregação do Reino de Deus, não somente para o homem ju­deu, como também os não-judaizantes. Na verdade, ele apresenta esse aposto­lado como sendo uma universalidade da salvação, e me inspirei muito nesse modelo de São Paulo por esse motivo. O bispo na verdade está a serviço da Igreja sem distinção ou acepção de pessoas. O nosso ministério é uma do­ação, uma entrega, um serviço a Santa Igreja de Cristo.”

“Sentire Cum Ecclesia” – “Sentir com a Igreja”
Monsenhor Nelson Francelino Ferreira

“Sempre esse lema nos reporta a Santo Inácio de Loyola. Um momento de grande efervecência na Igreja, e nos inspira uma verdadei­ra fé na Igreja enquanto mistério.

O episcopado para mim é uma realidade muito grande, que vai além de minhas possibilidades, e só poderei desenvol­vê-lo bem, desem­penhá-lo bem, na medida em que estiver em comunhão com toda a Igreja, com o Santo Padre, com o Colégio dos Bispos, com o presbitério e também, sem sombra de dúvidas, com os fiéis que também estão nesse mistério de Igreja, lutando, trabalhando, aprofundan­do, servindo.

Quando assumo como lema ‘Sentir com Ecclesia’, é porque na igreja, na co­munhão com os irmãos, com todas essas outras instâncias é que encontramos o caminho para continuar caminhando. A Igreja é um mistério que nos reporta à própria intencionalidade do Cristo, e é justamente nesse mistério de comunhão que vamos estar em sintonia com o pró­prio mistério do Cristo.”

“Sustineo Propter Electo” – “Tudo suporto pelos eleitos”
Monsenhor Paulo Cezar Costa

“O meu lema é “Tudo suporto pelos eleitos”. É um texto tirado da segun­da epístola de São Paulo Timóteo, onde Paulo faz como que o seu testamento espiritual e lega esse tes­tamento espiritual ao seu discípulo Timóteo. Paulo diz que tudo suporta pelos elei­tos e de certa forma identifica a sua vida, a sua doação a de Cristo. Cristo Jesus, Ele amou os seus a ponto de doar a Sua vida pelos seus. E Paulo também suportou todos os sofrimentos que o discipulado de Jesus Cristo lhe trouxe. Paulo suportou naufrágios, prisões, incompreensões, tudo por causa daqueles que o Senhor lhe deu. Os eleitos são aqueles que o Senhor chamou e aqueles que o Senhor colocou no ministério de Paulo. Então, Paulo, se identificando misticamente com Cristo, com Cristo morto e ressuscitado, diz que tudo suporta também, por aqueles que o Senhor lhe deu. E o bispo também é alguém que deve suportar tudo por causa daqueles que o Senhor lhe deu, por causa daqueles que o Senhor coloca e aqueles que o Senhor colocará diante de si, diante de si, diante do seu ministério.”


*Fonte: Portal da Arquidiocese do Rio

domingo, 30 de janeiro de 2011

Avisos Paroquiais

A Paróquia de Santo Antônio dos Pobres pede para divulgarmos os seguintes avisos:


02/02/2011 - Dia de Nossa Senhora da Luz com Bênção das Velas com Missa as 7:30 da manhã na Paróquia.
03/02/2011 - Dia de São Brás com Bênção da Garganta com Missa as 7:30 da manhã na Paróquia.
05/02/2011 - Reabertura da Capela do Menino Deus com Missas nos horários de sempre.
06/02/2011 - Início das Inscrições para a Catequese 2011 na Paróquia de Santo Antônio e na Capela do Menino Deus. Para mais informações é só procurar para a secretaria da Paróquia.
11/02/2011 - Missa com Bênção para os Idosos e Enfermos as 7:30 da manhã na Paróquia.


Telefone da Paróquia de Santo Antônio dos Pobres: 2222-2586

sábado, 29 de janeiro de 2011

Convite da Arquidiocese do Rio de Janeiro

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro tem a alegria de convidar a todos para a Solene Celebração da ORDENAÇÃO EPISCOPAL dos seus novos Bispos Auxiliares: Monsenhores Nelson Francelino Ferreira, Paulo César Souza e Pedro Cunha Cruz, no dia 5 de fevereiro, às 8h30, na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro na Avenida Chile no Centro do Rio..
Os novos Bispos Auxiliares serão ordenados pelos Bispos Dom Orani João Tempesta, O.Cist., Arcebispo do Rio de Janeiro; Dom Frei Elias James Manning, ofm.Conv., Bispo de Valença; e por Dom Karl Josef Romer, Bispo Auxiliar Emérito do Rio de Janeiro.

*Foto: Blog do Testemunho de Fé

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Igreja de N.S. do Carmo da Lapa

A Igreja Nossa Senhora de Desterro foi a primeira construção feita no local por iniciativa do Padre Ângelo Siqueira Ribeiro do Prado que levantou um seminário em louvor a N. S. da Lapa de Desterro. O seminário e a capela construídos, quando o bairro da Lapa era apenas uma praia conhecida como Areias de Espanha, datam de 1751, e foram responsáveis pelo nascimento do bairro em sua volta. Os frades carmelitas, por ocasião da chegada de D. João VI, tiveram que desocupar o convento no Largo do Carmo, atual Praça XV, para moradia do Monarca. Receberam, então, como residência, o antigo seminário e a capela da Lapa. Em 1810, com a Capela já transformada em Igreja, trouxeram na transferência do convento para a Lapa, a Imagem de N. S. do Carmo que foi colocada no altar-mor, e onde se encontra até hoje. Sua importância é tão grande que, em 1938, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A arquitetura do templo é toda em estilo barroco, é ladeada por uma torre à esquerda, tendo a segunda torre ficado inacabada, à espera da instalação de uma sinaleira, caso chegasse a ser matriz. Tem o frontispício (fachada principal) em linhas sóbrias e as paredes são revestidas de azulejos portugueses do século XIX. Possui peças e imagens valiosas, como a de Nª Sª do Carmo e as dos santos Elias e Eliseu (com quase 2 metros de altura cada uma), além de um órgão Cavallier-Colt, de 1898, totalmente restaurado. O altar-mor, atribuído a mestre Valentim, e os altares laterais foram esculpidos entre 1755 e 1780. O autor do projeto, datado de 1751, foi o engenheiro militar e brigadeiro José Fernandes Pinto Alpoim.


Para maiores informações, o telefone da Igreja é 30948307 e 22427251. O endereço é Rua da Lapa, 11. no Centro.

*Fotos: Ariel Carvalho
*Texto: JBlog

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Mensagem do Papa pelo dia das Comunicações

Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital 

Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião do XLV Dia Mundial das Comunicações Sociais, desejo partilhar 
algumas reflexões, motivadas por um fenômeno característico do nosso tempo: 
a difusão da comunicação através da rede internet. Vai-se tornando cada vez 
mais comum a convicção de que, tal como a revolução industrial produziu uma 
mudança profunda na sociedade através das novidades inseridas no ciclo de 
produção e na vida dos trabalhadores, também hoje a profunda transformação 
operada no campo das comunicações guia o fluxo de grandes mudanças 
culturais e sociais. As novas tecnologias estão mudando não só o modo de 
comunicar, mas a própria comunicação em si mesma, podendo-se afirmar que 
estamos perante uma ampla transformação cultural. Com este modo de difundir 
informações e conhecimentos, está nascendo uma nova maneira de aprender e 
pensar, com oportunidades inéditas de estabelecer relações e de construir 
comunhão. 
Aparecem em perspectiva metas até há pouco tempo impensáveis, que nos 
deixam maravilhados com as possibilidades oferecidas pelos novos meios e, 
ao mesmo tempo, impõem de modo cada vez mais premente uma reflexão 
séria acerca do sentido da comunicação na era digital. Isto é particularmente 
evidente quando nos confrontamos com as extraordinárias potencialidades da 
rede internet e a complexidade das suas aplicações. Como qualquer outro fruto 
do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser 
postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas 
sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e 
unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano. 
No mundo digital, transmitir informações significa com frequência sempre maior 
inseri-las numa rede social, onde o conhecimento é  partilhado no âmbito de 
intercâmbios pessoais. A distinção clara entre o produtor e o consumidor da 
informação aparece relativizada, pretendendo a comunicação ser não só uma 
troca de dados, mas também e cada vez mais uma partilha. Esta dinâmica 
contribuiu para uma renovada avaliação da comunicação, considerada 
primariamente como diálogo, intercâmbio, solidariedade e criação de relações 
positivas. Por outro lado, isto colide com alguns limites típicos da comunicação 
digital: a parcialidade da interação, a tendência a comunicar só algumas partes 
do próprio mundo interior, o risco de cair numa espécie de construção da autoimagem que pode favorecer o narcisismo. 
Sobretudo os jovens estão a viver esta mudança da comunicação, com todas 
as ansiedades, as contradições e a criatividade própria de quantos se abrem 
com entusiasmo e curiosidade às novas experiências da vida. O envolvimento 
cada vez maior no público areópago digital das chamadas Redes Sociais, leva 
a estabelecer novas formas de relação interpessoal, influi sobre a percepção 
de si próprio e por conseguinte, inevitavelmente, coloca a questão não só da 
justeza do próprio agir, mas também da autenticidade do próprio ser. A 
presença nestes espaços virtuais pode ser o sinal de uma busca autêntica de 
encontro pessoal com o outro, se se estiver atento para evitar os seus perigos, como refugiar-se numa espécie de mundo paralelo ou  expor-se 
excessivamente ao mundo virtual. Na busca de partilha, de “amizades”, 
confrontamo-nos com o desafio de ser autênticos, fieis a si mesmos, sem ceder 
à ilusão de construir artificialmente o próprio “perfil” público. 
As novas tecnologias permitem que as pessoas se encontrem para além dos 
confins do espaço e das próprias culturas, inaugurando deste modo todo um 
novo mundo de potenciais amizades. Esta é uma grande oportunidade, mas 
exige também uma maior atenção e uma tomada de consciência quanto aos 
possíveis riscos. Quem é o meu “próximo” neste novo mundo? Existe o perigo 
de estar menos presente a quantos encontramos na nossa vida diária? Existe o 
risco de estarmos mais distraídos, porque a nossa atenção é fragmentada e 
absorvida por um mundo “diferente” daquele onde vivemos? Temos tempo para 
refletir criticamente sobre as nossas opções e alimentar relações humanas que 
sejam verdadeiramente profundas e duradouras? É importante nunca esquecer 
que o contato virtual não pode nem deve substituir  o contato humano direto 
com as pessoas, em todos os níveis da nossa vida. 
Também na era digital, cada um vê-se confrontado com a necessidade de ser 
pessoa autêntica e reflexiva. Aliás, as dinâmicas próprias das Redes Sociais 
mostram que uma pessoa acaba sempre envolvida naquilo que comunica. 
Quando as pessoas trocam informações, estão já a partilhar-se a si mesmas, a 
sua visão do mundo, as suas esperanças, os seus ideais. Segue-se daqui que 
existe um estilo cristão de presença também no mundo digital: traduz-se numa 
forma de comunicação honesta e aberta, responsável e respeitadora do outro. 
Comunicar o Evangelho através dos novos midia significa não só inserir 
conteúdos declaradamente religiosos nas plataformas dos diversos meios, mas 
também testemunhar com coerência, no próprio perfil digital e no modo de 
comunicar, escolhas, preferências, juízos que sejam profundamente coerentes 
com o Evangelho, mesmo quando não se fala explicitamente dele. Aliás, 
também no mundo digital, não pode haver anúncio de uma mensagem sem um 
testemunho coerente por parte de quem anuncia. Nos novos contextos e com 
as novas formas de expressão, o cristão é chamado de novo a dar resposta a 
todo aquele que lhe perguntar a razão da esperança que está nele (cf. 1 Pd 3, 
15). 
O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que 
todos estejam particularmente atentos aos aspectos  desta mensagem que 
possam desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos 
estar cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor 
da sua “popularidade” ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos 
esforçar-nos mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la 
aceitável, talvez “mitigando-a”. Deve tornar-se alimento quotidiano e não 
atração de um momento. A verdade do Evangelho não é algo que possa ser 
objeto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta 
livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige 
ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e 
irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso permanecem fundamentais 
as relações humanas directas na transmissão da fé! Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com 
criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital 
tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar 
presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A 
web está contribuindo para o desenvolvimento de formas novas e mais 
complexas de consciência intelectual e espiritual,  de certeza compartilhada. 
Somos chamados a anunciar, neste campo também, a nossa fé: que Cristo é 
Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas 
alcançam a sua perfeição (cf. Ef 1, 10). A proclamação do Evangelho requer 
uma forma respeitosa e discreta de comunicação, que estimula o coração e 
move a consciência; uma forma que recorda o estilo  de Jesus ressuscitado 
quando Se fez companheiro no caminho dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24, 
13-35), que foram gradualmente conduzidos à compreensão do mistério 
mediante a sua companhia, o diálogo com eles, o fazer vir ao de cima com 
delicadeza o que havia no coração deles. 
Em última análise, a verdade que é Cristo constitui a resposta plena e autêntica 
àquele desejo humano de relação, comunhão e sentido que sobressai 
inclusivamente na participação maciça nas várias Redes Sociais. Os crentes, 
testemunhando as suas convicções mais profundas, prestam uma preciosa 
contribuição para que a web não se torne um instrumento que reduza as 
pessoas a categorias, que procure manipulá-las emotivamente ou que permita 
aos poderosos monopolizar a opinião alheia. Pelo contrário, os crentes 
encorajam todos a manterem vivas as eternas questões do homem, que 
testemunham o seu desejo de transcendência e o anseio por formas de vida 
autêntica, digna de ser vivida. Precisamente esta tensão espiritual própria do 
ser humano é que está por detrás da nossa sede de verdade e comunhão e 
nos estimula a comunicar com integridade e honestidade. 
Convido, sobretudo os jovens a fazerem bom uso da sua presença no 
areópago digital. Renovo-lhes o convite para o encontro comigo na próxima 
Jornada Mundial da Juventude em Madrid, cuja preparação muito deve às 
vantagens das novas tecnologias. Para os agentes da comunicação, invoco de 
Deus, por intercessão do Patrono São Francisco de Sales, a capacidade de 
sempre desempenharem o seu trabalho com grande consciência e escrupulosa 
profissionalidade, enquanto a todos envio a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, Festa de São Francisco de Sales, 24 de Janeiro de 2011. 

Papa Bento XVI 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Paróquia Santo Antonio envia ajuda para desabrigados da Região Serrana

Nossa Paróquia de Santo Antônio dos Pobres reuniu durante a semana vários itens para serem enviados aos desabrigado vítimas das chuvas na Região Serrana. As doações vieram de várias pessoas da comunidade paroquial que com muita dedicação conseguiram lotar a caçamba de uma caminhonete. Foram arrecadadas roupas, alimentos, água, material de higiene pessoal e até uma televisão, duas geladeiras e um fogão.

Wallace Neto explicou que as doações estavam sendo levadas pelo Provedor da Paróquia José Queroga e sua esposa Ana no seu próprio veículo e que seriam entregues na Paróquia de São Cristóvão em Teresópolis.

Durante a Missa das 10 horas, num momento antes do Ofertório, Padre Abdias Lopes chamou o casal e junto com toda comunidade fizeram uma oração pedindo a bênção e a proteção de Deus e pediu que levassem um abraço fraternal de toda a Paróquia de Santo Antônio dos Pobres. Em seguida, o casal partiu por volta das 10:30 rumo a Teresópolis.


Aproveitamos a oportunidade para verificarmos como andam as obras na Paróquia. Segundo o funcionário da Igreja, Djalma, no momento homens estão trabalhando na lateral da esquerda e de fora para dentro. Foi aberto um buraco para que eles trabalhassem a fim de reforçar o terreno e o subsolo da Igreja.


Em setembro de 2010, a Igreja serviu como cena da novela da Rede Globo, Passione.
Foto tirada do Site Fuxico
Fotos e Texto: Ariel Carvalho

sábado, 22 de janeiro de 2011

Terça é dia de conhecer nossas Igrejas!

O Blog da Capela do Menino Deus vai voltar a trazer para você um pouco das histórias com fotos de nossas principais e históricas Igrejas do Centro do Rio de Janeiro. As visitas que fizemos no ano passado publicamos em nosso Blog que agora tem um link permanente com essas matérias como o Convento de Santa Teresa e a Capela da Glória do Outeiro. A partir da próxima terça dia 25 janeiro, traremos para você esta oportunidade de conhecer melhor as histórias e imagens das belas Igrejas de nossa cidade. A partir dessa data, toda terça traremos uma publicação que falará de uma dessas Igrejas. Entre elas estão as Igrejas da Candelária, Antiga Sé, Carmo da Lapa e muito mais! Portanto fique ligado e não perca essa chance!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Fotos da Procissão de São Sebastião 2011

As fotos foram tiradas por Ariel Carvalho no percurso da Cruz Vermelha até a Catedral Metropolitana. O texto é do Portal da Arquidiocese do Rio.

A Arquidiocese do Rio se reuniu para celebrar seu Padroeiro em uma grande procissão, que reuniu cerca de 70 mil pessoas, para as quais nem o calor de 40º graus foi impedimento para um belo testemunho de fé.

O forte calor parece ter animado e aquecido ainda mais o coração dos muitos devotos de São Sebastião, nesta data festiva de 20 de janeiro. Com muita alegria e fervor, a grande multidão saiu da Igreja de São Sebastião (dos Capuchinhos) em direção à Catedral Metropolitana. Muitas pessoas trajavam camisas vermelhas e portavam lenços e bandeiras da mesma cor, em memória ao martírio do Santo. E, ao longo do trajeto, mais e mais gente ia se juntando à procissão, presidida pelo Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, e animada pelos padres Omar Raposo, Jorge Luiz Neves (Jorjão) e Luiz Gonzaga.

Muitos quiseram participar do momento festivo sem medir esforços. Para Joseli Carvalho - uma das muitas cadeirantes que participavam - que, conduzida pela mãe, quis acompanhar todo o cortejo, há em sua vida mais motivos para agradecer do que pedidos a fazer:

- Venho agradecer especialmente por ter fé e por tudo que eu peço e sempre alcanço, partilhou.

Muitas também eram as crianças presentes à procissão, acompanhadas pelos pais. A grande maioria agradecia por milagres alcançados por intercessão do Padroeiro do Rio de Janeiro.
Das janelas dos edifícios, muitos idosos também faziam suas orações ao Santo. Alguns,inclusive, ornamentaram suas sacadas em atenção a São Sebastião.
Durante todo o percurso, os fiéis puderam cantar, fazer orações e recordar momentos importantes da vida de São Sebastião. Ao passar pela Igreja Divino Espírito Santo, no Estácio, o momento da fundação do Rio de Janeiro, há 446 anos, foi especialmente recordado. O Arcebispo aproveitou a oportunidade para manifestar sua alegria por participar junto à Igreja no Rio de Janeiro deste momento e para pedir pelas autoridades da cidade e do estado:

- Neste ponto da caminhada, onde, geralmente, as relíquias do Padroeiro entram na procissão, que, por intercessão de São Sebastião, o Espírito Santo ilumine as autoridades, pediu.

A imagem peregrina do Padroeiro, Mensageiro da paz, ao passar pelo Hospital da Polícia Militar, deixou sua mensagem de construção de uma sociedade mais pacífica e, enquanto todos puderam recordar os episódios de violência urbana que atingiram o Rio de Janeiro no final do ano passado, a multidão reunida pôde levantar a Deus um grande clamor pela paz, cantando a Oração de São Francisco.

Em frente ao antigo presídio da Frei Caneca, Dom Orani pediu a intercessão de São Sebastião para que a sociedade carioca crie mais oportunidades, com dignidade, para todos. Habitação e trabalho para a população foram os desejos do Arcebispo.

Ao passar pelo Instituto de Assistência ao Servidor do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ), São Sebastião pôde ouvir as súplicas de doentes especiais, atendidos pelo hospital. Cientes da passagem do Padroeiro, alguns pediram às enfermeiras que os levassem para a porta do local, para que pudessem fazer suas orações.

- A Andréia Paixão quis, ela mesma, vir rezar a São Sebastião, por suas intenções e pelas pessoas que conhece, contou a enfermeira Sonia Maria Nascimento.
O prefeito Eduardo Paes também compareceu à procissão para fazer seus pedidos a São Sebastião, participando a partir da porta do Instituto Nacional do Câncer (Inca), em direção à Catedral Metropolitana.

Durante todo o trajeto, muitas foram as pessoas que fizeram suas doações para as vítimas das enchentes na região serrana do Estado. Ao longo dos 13 dias preparatórios a este dia de festa para o Padroeiro, a Arquidiocese do Rio arrecadou, com a carreata da fraternidade, mais de 170 toneladas de alimentos. E mais 40 toneladas foram reunidas apenas nesta tarde, somando cerca de 210 toneladas, num grande gesto de solidariedade testemunhado pela população carioca.

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